A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Teresina deve acontecer nesta terça-feira, 13 de outubro, às 8h30, com Bruno Vilarinho como candidato único à presidência para o biênio 2027–2028. A votação estava marcada para 3 de novembro, mas veio a antecipação da antecipação: com o acordo fechado, ninguém quis esperar. Líder do prefeito Silvio Mendes, Bruno conseguiu reunir os apoios e esvaziar as alternativas. Gustavo de Carvalho e Elzuila Calisto chegaram a colocar seus nomes na disputa, mas o entendimento consolidado entre os vereadores abriu caminho para uma eleição sem confronto. Até o atual presidente, Enzo Samuel, participou da reunião que selou o consenso. Na leitura dos bastidores da Coluna Silas Freire, o cenário pós-eleitoral reduziu a capacidade de Enzo de conduzir a própria sucessão e fortaleceu a articulação de Bruno e do Palácio da Cidade. Os vereadores licenciados que ocupam secretarias também são esperados para votar e marcar posição na composição política dos próximos dois anos. Silvio sai fortalecido, Bruno chega com a Casa alinhada e o Legislativo poupa energia de uma guerra interna. O consenso é bem-vindo, desde que essa união também sirva para cobrar, fiscalizar e trabalhar por Teresina.
PROMETEU MILHARES DE VOTOS EM TERESINA E AGORA ESTARIA SENDO COBRADA A DEVOLVER O DINHEIRO.
Uma cobrança estaria deixando uma liderança política de Teresina em situação apertada. Segundo informações de bastidores recebidas pela Coluna um candidato a deputado estadual da região de Picos teria destinado dinheiro à articulação de sua campanha na capital, com uma promessa de seis a sete mil votos. O resultado atribuído ao acordo teria ficado em apenas dois mil. A mesma liderança, conforme essas informações, estaria trabalhando para pelo menos dois candidatos à Assembleia Legislativa. Passada a eleição, um deles teria retornado acompanhado de familiares para cobrar explicações e a devolução de parte dos recursos. Ainda segundo o relato, o candidato teria descontado da cobrança a parcela correspondente aos dois mil votos e dado quinze dias para receber o restante. A versão não foi confirmada com os envolvidos, e não foram apresentados à coluna documentos sobre o suposto acordo. Se confirmado, o episódio expõe uma velha prática dos bastidores: prometer votação como quem garante mercadoria. Só que eleitor tem vontade própria e promessa de intermediário não é garantia de urna.
DENÚNCIA DE SUPOSTA COMPRA DE VOTO COLOCA GODOFREDO BRITO SOB COBRANÇA EM COCAL.
Conhecido pelas críticas ao prefeito de Cocal, o radialista Godofredo Brito agora é alvo de uma acusação que exige esclarecimentos. Segundo informações recebidas pela Coluna Silas Freire, uma denúncia atribuída a portais locais apresenta supostas conversas de WhatsApp nas quais uma eleitora cobra pagamento por voto. Conforme o relato, a mulher afirma ter votado em Evaldo Gomes para deputado estadual e cobra o valor que teria sido combinado. Nas mensagens atribuídas ao radialista, ele teria prometido efetuar o pagamento. O material também faria referência ao deputado federal Júlio Arcoverde. A menção aos parlamentares, por si só, não comprova participação deles no suposto acordo. A cobrança é por apuração completa: verificar a autenticidade das conversas, esclarecer a atuação do radialista e examinar também a conduta da eleitora. O artigo 299 do Código Eleitoral alcança tanto quem oferece ou promete vantagem por voto quanto quem solicita ou recebe. Se comprovada a negociação, a responsabilidade deve ser apurada dos dois lados. As mensagens originais e as manifestações dos envolvidos ainda precisam ser verificadas. Denúncia grave exige resposta e prova.
HGV RECEBE AUTORIZAÇÃO PARA TRANSPLANTES DE FÍGADO E RENOVA ESPERANÇA DE QUEM AGUARDA NA FILA.
O Hospital Getúlio Vargas, em Teresina, recebeu autorização do Ministério da Saúde para realizar transplantes de fígado. Segundo publicação do Portal de Luzes, a medida foi oficializada pela Portaria SAES/MS nº 5.068, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9). A autorização tem validade de quatro anos e também habilita a equipe especializada responsável pelos procedimentos. A aprovação veio após avaliação técnica da estrutura do hospital, dos protocolos de atendimento e da preparação dos profissionais. Para quem enfrenta uma doença grave no fígado, é uma notícia que traz esperança de atendimento mais perto de casa. Agora, a expectativa é pelo início efetivo dos transplantes: a conquista no papel precisa chegar à vida de quem aguarda na fila.
HERANÇA DE LULA PODE COLOCAR RAFAEL E DINO EM ROTA DE COLISÃO.
Rafael Fonteles está no palanque de Lula, mas sua projeção nacional permite outra leitura: o governador do Piauí pode estar trabalhando também pelo próprio futuro. Reeleito com 70,90% dos votos válidos, o maior percentual entre os governadores vencedores no primeiro turno, Rafael ganhou uma credencial para entrar na disputa pelo comando do PT. Na avaliação da Coluna a ambição pode sobreviver a qualquer resultado presidencial. Se Lula ganhar, Rafael poderá buscar espaço no governo e na sucessão. Se perder, o governador poderá apresentar sua vitória estadual como argumento para comandar a reconstrução petista. Transformar os limões da derrota nacional em limonada política seria uma jogada e tanto. Nesse caminho aparece Flávio Dino, cujo nome já circula nas especulações sobre a sucessão de Lula. Rafael tem a filiação ao PT; Dino tem projeção nacional e aliados que defendem seu retorno à política. Uma derrota lulista pode antecipar essa disputa: quem ocupará o espaço deixado pelo maior líder da esquerda brasileira? A relação tem ainda um ponto sensível: Dino relata a ação do governo piauiense que questiona a atuação de órgãos federais sobre recursos da saúde, no contexto das operações OMNI e Difusão. A OMNI levou a prisões e ao bloqueio de aproximadamente R$ 66 milhões dos investigados. Rafael busca crescer nacionalmente enquanto seu governo enfrenta cobranças sobre esses contratos. Se a corrida pela herança de Lula avançar, a proximidade de hoje poderá dar lugar à concorrência de amanhã.
Silas Freire