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Esporte

Tenista brasileiro Thiago Wild contrai novo coronavírus

Laurivânia Fernandes

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Foto: Divulgação/Rio Open

Sensação do tênis brasileiro neste início de ano, Thiago Wild anunciou na noite desta terça-feira que contraiu o novo coronavírus. O atleta de 20 anos disse se sentir bem e pediu atenção à doença através de mensagem nas redes sociais.

“E aí galera, to passando aqui para avisar que acabei de contrair o covid-19. Meu resultado saiu hoje (terça). Há uns dez dias eu tive alguns sintomas, tive febre, fiquei um pouco gripado. Mas daqui a pouco, pelo período de incubação da doença, já vai passar… Vou ficar bem”, declarou.

Wild, que não enfrentou nenhuma complicação da doença, disse estar perto de se recuperar totalmente. “Já venho me sentindo bem nos últimos dias, mas tô passando aqui para alertar todo mundo que tem que ficar em casa, tem que tomar cuidado com isso. É uma doença séria, mas que pode ser controlada com força de todo mundo”, afirmou.

Uma das promessas do tênis brasileiro, o tenista paranaense surpreendeu no mês passado ao se sagrar campeão do Torneio de Santiago, no Chile. Ao faturar seu primeiro título ATP na carreira ainda com 19 anos, ele se tornou o mais jovem brasileiro a ganhar um troféu deste nível, superando Gustavo Kuerten, campeão pela primeira vez aos 20 anos.

A conquista o levou ao 114º posto do ranking da ATP, figurando agora na posição de número dois do Brasil, atrás apenas de Thiago Monteiro.

Antes de Wild, três atletas brasileiros haviam testado positivo para o novo vírus: o pivô Maique, do time de basquete do Paulistano, e os jogadores de futebol Jonathas de Jesus e Dori. Jonathas, ex-Corinthians, mora na Espanha, onde defende o Elche na segunda divisão nacional. E Dori, formado na base do Fluminense, joga no futebol chinês.

Fonte: Estadão Conteúdo

Esporte

Ministério da Saúde dá aval para CBF liberar volta do torcedor ao estádio

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reprodução/Reuters

O Ministério da Saúde aprovou um estudo da Confederação Brasileiro de Futebol (CBF) que possibilitará a volta do torcedor aos estádios e arenas de futebol em meio à pandemia de Covid-19.

Organizadora do Campeonato Brasileiro, a entidade recebeu o aval do órgão do governo federal nesta terça-feira (22), mas ainda analisa quando e como colocará o plano em ação. A ideia inicial é que isso aconteça em outubro.

O estudo prevê no máximo 30% da capacidade dos estádios liberada aos torcedores e apenas para o time mandante, enquanto os visitantes seguirão sem acesso aos jogos.

Também será necessária a aprovação das autoridades sanitárias locais, e os times deverão cumprir protocolos estabelecidos pelo governos de cada região.

Questionados pela reportagem, governo e prefeitura do Rio de Janeiro e de São Paulo não responderam até a publicação deste texto.”

A abertura de estádios é totalmente imprudente e desnecessária porque tem riscos no local e no transporte. Não há nenhum local no mundo que está aceitando a volta de torcidas [na proporção de 30%]. Com certeza, o estádio é um dos locais de maior espalhamento [do vírus], vide o exemplo do Atalanta jogando em Milão, o que motivou a epidemia mais forte na Itália, em Bérgamo”, afirmou o epidemiologista Paulo Lotufo.

Com o aval do Ministério da Saúde, a CBF irá convocar dirigentes de clubes para uma reunião para definir a partir de quando e em quais condições será possível contar com a presença de público nos estádios de futebol.

O estudo foi encaminhado ao Ministério da Saúde pelo coordenador médico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Jorge Pagura, e prevê cenário com o retorno a partir de outubro.Procurado pela reportagem, nesta terça-feira (22), ele confirmou que recebeu o aval para que a CBF execute o plano de volta do torcedor aos estádios, mas não quis conceder entrevista. O Ministério da Saúde também não respondeu até esta publicação.

Desde março, quando os campeonatos estaduais e a Copa Libertadores foram paralisados como forma de mitigar a contaminação pelo coronavírus, os times de futebol amargam com perdas de receitas sem a comercialização de ingressos e o chamado “matchday” (ganhos com camarotes e cadeiras cativas, além da venda de alimentos e bebidas no dia de jogo).

Fonte: Folhapress

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Futebol

Flamengo envia jovens para jogo no Equador e trará de volta atletas com covid-19

Laurivânia Fernandes

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Foto: Divulgação

Quatro jovens que vão reforçar o Flamengo na Libertadores no Equador, depois de o clube confirmar seis casos de Covid-19 entre seus jogadores.

O zagueiro Natan, o lateral-direito João Lucas e os atacantes Guilherme Bala e Rodrigo Muniz foram chamados às pressas para a partida contra o Barcelona em Guayaquiil, nesta terça-feira.

Eles vieram do Rio, fizeram escala em Brasília, e aguardam a aeronave sair de Goiás, em um hotel.

No mesmo avião, o Flamengo trará de volta ao Brasil os atletas infectados – Filipe Luis, Bruno Henrique, Diego, Matheuzinho, Isla e Michael. 

Os jovens que reforçam o elenco no Equador já realizaram os testes de Covid-19, que foram enviados para a Conmebol, e estão aptos para a partida.

A operação feita pelo Flamengo começou neste domingo e virou a madrugada, a cargo dos profissionais Gabrie Skinner, Marcio Santos, supervisores de futebol, e da empresa Offside, que cuida da logística do clube.

Dos 25 atletas que viajaram na delegação do Flamengo para o Equador, o técnico Dome só tem 17 à disposição:

César, Gabriel, Hugo, Rodrigo Caio, Leo Pereira, Thuler, Renê, Ramon, Willian Arão , Thiago Maia, Gerson, Gomes, Arrascaeta, Everton Ribeiro , Pedro, Vitinho e Lincoln.

Fonte: Extra

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Esporte

Antes do Vasco, Cano perdeu espaço por ser ‘baixinho’ na Argentina e brilhou na Colômbia

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O jogo entre Vasco e Coritiba hoje, 16h, em Curitiba, aproxima Germán Cano de suas origens. O centroavante nasceu em Posadas, província no noroeste da Argentina, que é mais próxima ao sul do Brasil e ao Paraguai. Mas foi ao norte do continente, na Colômbia, que o artilheiro demonstrou seu potencial antes de ser alvo de Vasco, Atlético-MG, Palmeiras e Grêmio. Com sete gols no Brasileiro, ele é referência do ataque do cruz-maltino na temporada.

Nem o rompimento dos ligamentos do joelho na época em que defendia o Pachuca, do México, em 2015, impediu o jogador de voltar seis meses depois e manter médias de gol impressionantes. Sobretudo no Independiente de Medellín, onde marcou 75 em 97 jogos.

Somando com a primeira passagem, antes da lesão, entre 2012 e 2014, são 110 gols, que tornam Cano o maior artilheiro do clube. No Vasco, já são 16 em 24 partidas. A trajetória longe da Argentina motivou Cano a tentar se naturalizar para jogar pela Colômbia, já que teve o filho Lorenzo no país, com a mulher Rocio. A vinda ao Brasil interrompeu, por ora, o sonho.

Os números abrem questionamento sobre os motivos de Cano não ter vingado em sua terra natal. Segundo filho mais velho de quatro irmãos, o centroavante sofreu com a concorrência de uma boa safra do Lanús, um dos clubes que mais revela talentos na Argentina.

O jornalista argentino Marcelo Calvente recorda que Cano teve poucas oportunidades na equipe principal, já que o titular à época era José Sand. E havia outro detalhe.

— A baixa estatura pesou contra. Na Argentina se buscam atacantes com outro físico, e ele era muito baixinho — conta.

Sem o mesmo desempenho da base, Cano, de 1,76 m, foi emprestado ao Chacaritas, depois ao Colón, clubes sem tanta estrutura da Argentina. Antes de seu contrato terminar, sem que pudesse ajudar a família — a mãe de Cano, Marina, trabalhava na lavanderia do Lanús — um grupo comprou os direitos do jogador por um valor baixo, e o colocou no Deportivo Pereyra, da Colômbia.

Segundo seu empresário, Julio Constanzo, sob os cuidados do técnico Julio Comesaña, Cano deixou de ser um atacante por fora para se tornar um falso nove. Depois de trocar o Pereyra pelo Medellín, voltou a ser um goleador nas mãos do técnico Hernán Darío Gómez.

— A mudança de sua carreira foi por essa decisão de ir à Colômbia, onde desenvolveu seu jogo — diz o agente.

Vendido ao Pachuca em 2014, apesar de ofertas da Turquia e de Portugal, Cano ajudou o clube a se classificar para a Liga dos Campeões da Concacaf, mas se lesionou gravemente na semifinal com o Querétaro. A recuperação teve ajuda de sua mulher, com quem está até hoje, e Cano acabou emprestado ao León após voltar a jogar. Entretanto, só voltou a chamar atenção quando retornou ao Medellín, em 2018.

Segundo seu agente, o nível econômico do futebol mexicano fez Cano demorar a ser cogitado no Brasil. E assim permaneceria não fosse o diretor do Vasco, André Mazzuco, acompanhar o jogador por seis meses e encontrar Cano e seu estafe para apresentar o projeto do clube, com o qual assinou até o fim de 2021. No Rio, Cano vive em um condomínio na Barra da Tijuca. Seu comportamento é caseiro e discreto. O desempenho no Vasco já lhe rendeu o apelido de “máquina de gols” no site da Fifa. A renovação é incógnita, mas há desejo — sobretudo do torcedor, já acostumado a comemorar gols do argentino.

Fonte: Jornal Extra.com

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