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Índia impõe isolamento a 1,3 bilhão de pessoas

Laurivânia Fernandes

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Indianos que não respeitaram isolamento são obrigados a fazer agachamentos com as mãos nas orelhas na ruas de Ahmedabad, na Índia, em 24 de março de 2020 — Foto: Amit Dave/Reuters

A Índia vai começar o maior isolamento de população do mundo, anunciou o primeiro-ministro Narendra Modi em uma transmissão pela TV nesta terça-feira (24). Ele pediu para que a população de 1,3 bilhão de pessoas fique em casa ou arrisque se infectar pelo Sars-Cov-2, o novo coronavírus.

Modi prometeu direcionar US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,16 bilhões) para o sistema de saúde do país.

“Para salvar a Índia e todos os indianos, vai haver uma proibição total de saídas de suas casas”, ele afirmou. Se o país fracassar no controle do coronavírus nos próixmos 21 dias, poderá ficar 21 anos atrasado, ele complementou.

Com essa medida, cerca de um quinto da população do mundo está em isolamento.

Há 469 casos ativos de Covid-19 na Índia, além de 10 mortes. As autoridades insistiram que não há evidência de transmissões domésticas, mas conduziram poucos testes para checar a presença da doença na população.

A Índia aumentou paulatinamente as ordens para que as pessoas fiquem em casa, e proibiu voos internacionais e domésticos, além de ter suspendido os serviços de transporte ferroviário para passageiros.

Os trabalhadores de hospitais, polícia e imprensa estão isentos das regras de isolamento, e mercados de comida e farmácia permanecerão abertos.

Modi classificou a nova regra de “fechamento total” e não disse quais serviços são exceções, mas disse que todos os passos foram dados pelo Estado para garantir a oferta de itens essenciais”.

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Coronavírus: Contágio na Europa está mais rápido que no início da pandemia, alerta OMS

Laurivânia Fernandes

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) com a aceleração da pandemia na Europa em setembro. No dia 11, segundo a entidade, o continente alcançou um recorde diário de casos, com 54 mil registros em 24 horas.

Segundo o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, a transmissão do coronavírus em setembro está mais rápida que no início da pandemia.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, informou Kluge.

O diretor regional afirmou que os principais responsáveis pela aceleração da pandemia no continente seguem sendo as pessoas mais jovens, com até 49 anos.

“Embora tenhamos observado um aumento de casos nas faixas etárias mais velhas, 50 a 64 e 65 a 79 anos, na primeira semana de setembro, a maior proporção ainda está entre os de 25 a 49 anos”, disse.

A entidade destacou o caso da França, que registrou 10 mil novos casos nas últimas 24 horas.

Fonte: G1

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Mundo

Cientistas encontram gás na atmosfera de Vênus que pode indicar vida extraterrestre

Laurivânia Fernandes

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Foto: Nasa

Um grupo internacional de cientistas publicou nesta segunda-feira (14), na revista científica “Nature”, um artigo que aponta a descoberta do gás fosfina na atmosfera de Vênus. A fosfina é um gás que existe também na Terra. A descoberta sugere que o planeta pode hospedar vida microbiana. 

“Isso pode apontar para a presença de vida nas nuvens do planeta”, informou a líder do estudo, Jane Greaves, professora da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

A fosfina existente na atmosfera terrestre é produzida por micróbios anaeróbicos (que não precisam de oxigênio) ou pela atividade industrial. Em Vênus, os cientistas acreditam que ele pode ter origem em processos fotoquímicos ou geoquímicos desconhecidos. Os cientistas não conseguiram identificar a fonte. 

“Há duas possibilidades: pode haver alguma reação completamente desconhecida que está criando fosfina em Vênus, ou, a mais excitante, pode ser vida”, explicou William Bains, pesquisador do MIT.

Greaves procurava por fosfina na atmosfera de Vênus desde 2016. Ela e sua equipe observaram a superfície do planeta por meio de dois telescópios, um no Havaí e outro no Chile. “[A descoberta] É inesperado e emocionante”, disse a astrônoma. 

“Estamos animados com a descoberta”, afirmou uma das autoras, Sara Seager, professora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). 

“Mas não estamos afirmando que encontramos vida em Vênus”, ponderou Seager.

Segundo o artigo, apesar das suspeitas da professora Greaves, a descoberta do gás na atmosfera de Vênus é surpreendente porque as condições na superfície do planeta são hostis à vida e a composição das suas nuvens, local onde foi identificada a fosfina, é altamente ácida. “Em tais condições, a fosfina seria destruída muito rapidamente”, diz o texto.

Os cientistas afirmam que outras observações de Vênus e demais estudos são necessários para explorar a origem da fosfina na atmosfera do planeta. 

“Estamos procurando por sinais de vida em exoplanetas, procurando por gases que não esperamos que estejam lá e há muitas missões em busca de potenciais sinais de vida em nosso Sistema Solar”, informou Seager. 

“Esperamos que nossa descoberta motive futuras missões focadas em Vênus”, pediu a astrônoma, lembrando que o planeta estava praticamente esquecido pela comunidade científica.

Fonte: G1


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Pedaço gigante de gelo se desprende da última plataforma permanente no Ártico

Laurivânia Fernandes

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A Groenlândia, vista de cima nesta foto, é alvo de estudos dos cientistas que querem entender derretimento do gelo — Foto: John Sonntag/Nasa via BBC

Um pedaço gigante de gelo se desprendeu da última plataforma de gelo restante na Groenlândia, conhecida como 79N ou Nioghalvfjerdsfjorden.

A área afetada, que se fragmentou em diversas partes segundo imagens de satélite, soma quase 110 quilômetros quadrados (equivalente à metade do tamanho da cidade do Recife).

O episódio é mais uma evidência apontada pelos cientistas das rápidas transformações climáticas que atingem a Groenlândia.

“A atmosfera dessa região esquentou quase 3ºC desde 1980”, afirmou Jenny Turton, pesquisadora do clima da Universidade Friedrich-Alexander, na Alemanha, em entrevista à BBC News. “Além disso, em 2019 e 2020 houve recordes de calor no verão.”

Nioghalvfjerdsfjorden se estende em uma área de 80 km de comprimento por 20 km de largura, e está na extremidade dianteira flutuante da Corrente de Gelo do Nordeste da Groenlândia, onde passa da terra para o oceano e se torna flutuante.

Em uma das pontas, o glaciar 79N se partiu em dois, com uma pequena parte rumando em direção ao norte. É esse fragmento, chamado Geleira Spalte, que se desintegrou agora.

A plataforma de gelo já havia fraturado significativamente em 2019, e a Geleira Spalte se tornou uma “flotilha de icebergs”.

As imagens de satélite e as altas temperaturas do ar registradas na região se somam como evidências ao grande número de lagoas derretidas que ficam no topo da plataforma de gelo.

A presença de água líquida é geralmente problemática para plataformas de gelo. Ela percorre e amplia as fendas até a base, num processo conhecido como fraturamento hidráulico, que enfraquece a plataforma de gelo.

Oceanógrafos também registraram temperaturas mais altas nos oceanos, o que significa que a plataforma de gelo certamente derrete também a partir de sua base.

“A 79N se tornou a ‘última grande plataforma de gelo do Ártico’ só recentemente, depois que o glaciar Petermann perdeu bastante área em 2010 e 2012”, explicou Jason Box, do instituto de pesquisa geológica da Dinamarca e da Groenlândia (Geus).

“O que torna a 79N tão importante é a forma com que ela está presa ao manto de gelo interno, e isso significa que um dia, se o clima esquentar como projetamos, esta região provavelmente se tornará um dos principais centros de degelo da Groenlândia.”

A Corrente de Gelo do Nordeste da Groenlândia drena cerca de 15% do manto de gelo interno. O riacho canaliza seu gelo pela 79N ou pela área glacial ao sul, Zachariae Isstrom. Esta, aliás, já perdeu grande parte de sua plataforma de gelo flutuante.

Segundo Box, a 79N pode resistir por mais tempo graças a presença de ilhas em uma de suas extremidades, o que gera um certo grau de estabilidade. Mas ele afirma que a plataforma continua diminuindo, principalmente ao longo de seu “tronco”.

“Isso indica que o desmantelamento da N79 está ocorrendo a partir do meio, o que é algo único. Eu acredito que isso não acontecerá nos próximos 10 ou 20 anos, mas quem sabe?”, afirmou à BBC News.

Em julho, outra plataforma de gelo enorme do Ártico também perdeu uma parte significativa, a plataforma Milne, no norte do Canadá. Um bloco de quase 80 quilômetros quadrados se desprendeu de um segmento de 106 quilômetros quadrados. Milne era o maior remanescente intacto de uma ampla plataforma de gelo que ocupava 8.600 quilômetros quadrados no início do século 20.

O derretimento acelerado da Groenlândia motivou um amplo estudo das geleiras a partir da análise de dados dos satélites Grace-FO, dos EUA e da Alemanha. Os equipamentos foram capazes de pesar as plataformas de gelo.

Essa iniciativa identificou que o ano de 2019 foi marcado por um recorde, com a perda de 530 bilhões de toneladas de gelo. Essa quantidade de água derretida que escorreu das geleiras foi suficiente para elevar o nível do mar no planeta em 1,5 mm.

Fonte: G1

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