Ao chegar na bomba de combustível surge logo a dúvida: o que escolher para abastecer? À primeira vista, o etanol — embora também esteja com valor elevado — parece a melhor opção por sair mais em conta do que a gasolina. No entanto, se forem observadas questões de rendimento, o barato pode sair caro.
Para carros econômicos, a proporção é diferente
O professor de Economia do Ibmec/RJ, Gilberto Braga, explica que a proporção de 70% entre gasolina e etanol utiliza como referência o rendimento médio de um carro brasileiro, que performa entre 10 e 12 quilômetros com um litro. No entanto, para carros fabricados nos últimos cinco anos e que têm tecnologia mais avançada — ou ainda veículos econômicos que façam mais de 12 quilômetros por litro —, é possível usar como base a proporção de 75%. Nestes únicos casos, o etanol ainda seria vantajoso somente em Mato Grosso (73%).
— Outro fator que influencia é o comportamento do motorista. Se ele costuma acelerar de forma demasiada, o carro vai apresentar consumo excessivo — acrescenta.
Braga ainda opina que o uso de etanol na composição da gasolina deveria ser reavaliado, já que a principal função da fórmula é diminuir o valor. Com etanol caro, para ele, não faz sentido inseri-lo como componente da gasolina.
— A produção de cana de açúcar foi afetada pelas chuvas e pelas geadas, o que aumentou o valor do etanol. Então, nesse momento, o ideal seria reduzir a presença de etanol na gasolina — diz.
Fonte: Extra