A taxa de desemprego recuou para 9,1% no trimestre encerrado em julho deste ano, informou nesta quarta-feira (31) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o menor índice da série histórica desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, quando também foi de 9,1%.
O resultado veio um pouco acima das estimativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam 9% na mediana.
Depois de dois anos, o rendimento habitual do trabalho voltou a crescer e chegou a R$ 2.693 no trimestre, disse o IBGE. A renda vinha em uma trajetória de queda em meio ao avanço da inflação no país.
O indicador contempla apenas os ganhos com o trabalho. Ou seja, não tem o efeito de benefícios sociais, por exemplo.
Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a reabertura da economia, houve um processo de retorno ao mercado de trabalho. O desemprego, então, passou a ceder.
A criação de vagas, contudo, foi marcada pelo tombo na renda média dos trabalhadores. A disparada da inflação foi apontada como uma das questões responsáveis pelo rendimento fragilizado. A perda do poder de compra dos brasileiros pressiona o presidente Jair Bolsonaro (PL)às vésperas das eleições.
Para atenuar os danos sentidos pelo eleitorado, o governo federal aposta na trégua do desemprego e em um pacote de estímulos turbinados à economia. As medidas incluem a ampliação do Auxílio Brasil.