Governo Rafael Fonteles despenca: pesquisa aponta cinquenta e quatro por cento de desaprovação e pior momento do governo

Levantamento divulgado neste domingo pelo Instituto Veritar, com abrangência nacional e 40.500 eleitores ouvidos nas 27 unidades da federação, revela uma forte queda na avaliação do governador do Piauí, Rafael Fonteles. Segundo os dados, 54% dos entrevistados desaprovam a gestão estadual, enquanto 46% afirmam aprovar. O resultado coloca o governador em seu pior momento desde o início do mandato, em 2023, indicando uma inflexão relevante em relação a pesquisas anteriores. No cenário nacional, o estudo aponta o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como o mais bem avaliado do país, com 84% de aprovação e 16% de desaprovação. Já o governador do Amazonas, Wilson Lima, aparece na última posição, com 74% de desaprovação e apenas 26% de aprovação. A pesquisa do Instituto Veritar traça um retrato atualizado da percepção dos brasileiros sobre seus governantes estaduais, com destaque para a queda expressiva registrada no Piauí, onde mais da metade da população declara desaprovar a atual gestão.

Governo Rafael Fonteles sofre virada brusca entre pesquisas em um mês. 

A comparação entre levantamentos recentes de institutos nacionais revela uma reviravolta significativa na avaliação do governo de Rafael Fonteles, em um intervalo de apenas um mês. Em março, pesquisa do AtlasIntel indicava um cenário favorável a gestão , com 61% de aprovação e 34% de desaprovação, além de uma parcela sem opinião. Já em abril, levantamento do Instituto Veritar, realizado com 40.500 eleitores em todo o país, aponta uma inversão expressiva: 54% de desaprovação e apenas 36% de aprovação. A mudança entre os dois estudos evidencia uma queda acentuada e rápida na avaliação do governador, configurando uma das oscilações mais relevantes recentes no cenário estadual. Entre os fatores apontados dessa virada está o peso crescente da comunicação digital, com forte repercussão negativa da gestão nas redes sociais, onde conteúdos, críticas e debates têm ampla disseminação e impacto direto na formação da opinião pública.  Diante desse cenário, os números mais recentes demostram o desgaste e caso a tendência se mantenha, o governador pode enfrentar um ambiente político mais adverso nos próximos meses. 




Crédito fácil, bastidores caros  e a sombra da agiotagem. 

Nos corredores da política piauiense, o assunto já não é mais novidade  virou rotina. O uso intensivo de crédito, seja no campo oficial ou nos bastidores, passou a marcar o ambiente de poder no Estado. A gestão do governador Rafael Fonteles tem recorrido a empréstimos junto a instituições financeiras para viabilizar obras e projetos. É legal, é institucional. Mas o volume dessas operações levanta questionamentos sobre o grau de dependência do Estado em relação ao crédito. Nos bastidores, a realidade descrita por fontes da coluna é outra mais direta, mais urgente e menos burocrática. E é nesse ambiente que surge um termo pesado, mas cada vez mais presente nas conversas de quem vive o dia a dia do poder: agiotagem. A coluna assume: há fontes que relatam que integrantes da classe política piauiense estariam recorrendo com frequência a empréstimos informais prática que, nos bastidores, é associada à agiotagem  para sustentar projetos e bases eleitorais. Entre os nomes citados nas conversas de bastidor, aparece a família Lima, Júlio César Lima e a Georgiano Neto, que, segundo esses relatos, acumularia débitos milionários junto a credores no Piauí e no Maranhão. Ainda de acordo com essas fontes, outro nome recorrente é o do deputado Jardiel da Jupi, apontado como alguém que também recorreria a esse tipo de financiamento, embora sem valores precisos. No meio empresarial, especialmente entre construtores ligados a obras públicas, o cenário descrito segue a mesma lógica: a pressa em iniciar projetos, sobretudo em período pré-eleitoral, tem levado à antecipação de obras antes mesmo da liberação oficial de recursos. Para não esperar a burocracia, empresários e agentes políticos buscariam capital imediato  muitas vezes fora do sistema formal  para colocar máquinas na rua e obras em andamento. O empresário bastante citado por interlocutores da coluna, é o amigo pessoal do governador, o famoso  Felipinho, apontado como exemplo desse modelo, com relatos de dívidas junto a credores de outros estados do Nordeste  um ambiente onde, segundo essas fontes, a cobrança não costuma ser amistosa. A coluna ressalta que todas essas informações são baseadas em relatos de bastidores e não contam, até o momento, com comprovação documental pública. O fato é que, entre o crédito oficial e o dinheiro de bastidor e sob a sombra da agiotagem  o Piauí vive um momento em que a relação entre política, obras e financiamento volta ao centro do debate. 

Evento com governador em Paulistana tem baixa presença e repercute nos bastidores. 

Imagens que circulam nas redes sociais indicam baixa presença de público em um evento realizado em Paulistana no último final de semana  com a participação do governador Rafael Fonteles e do prefeito do município. Os registros mostram um espaço amplo com diversas cadeiras vazias, o que gerou repercussão entre a classe política e moradores da região. Nos bastidores, o encontro, que previa anúncios de ações do Governo do Estado para o município, acabou sendo avaliado por alguns como aquém da expectativa de mobilização. O episódio ocorre poucos meses após declarações públicas do prefeito, que havia feito críticas à ausência de ações do governo estadual. Posteriormente, houve uma reaproximação institucional, com a agenda conjunta voltada ao anúncio de investimentos. A baixa adesão ao evento pode refletir  um sinal de desgaste na relação entre discurso político e percepção popular. 


Falta de medicamentos persiste em Teresina e atinge até gestantes; justificativa de burocracia não convence pacientes. 

A escassez de medicamentos nas unidades de saúde municipais de Teresina continua sendo motivo de preocupação para a população. Pacientes relatam a falta de itens básicos e até de remédios destinados a gestantes, situação que evidencia fragilidades no abastecimento da rede pública. Em declarações recentes, o prefeito afirmou que a principal causa do problema é a burocracia nos processos de aquisição e reposição. No entanto, a justificativa não tem sido suficiente para tranquilizar quem depende diariamente do sistema de saúde. Para muitos usuários, a explicação administrativa não resolve a urgência de quem precisa do medicamento para dar continuidade a tratamentos. A coluna torce que a gestão municipal consiga superar entraves e garantir o fornecimento regular de medicamentos essenciais, evitando que a população continue enfrentando dificuldades no acesso a um serviço básico e indispensável.

Vídeo de Themistocles  Filho movimenta bastidores e levanta recados na política. 


Um vídeo gravado em Esperantina pelo vice-governador Themistocles  Filho começou a circular nas redes sociais e já está dando o que falar nos bastidores. Na fala, ele diz que o grupo político dele vai decidir “no momento certo” em quem votar  e que a escolha será por quem “tem projeto e trabalha pelo Piauí”. A declaração soou estranha para muita gente, principalmente porque o MDB segue na base do governador Rafael Fonteles, em clima de harmonia com o Palácio de Karnak. Apesar disso, ainda existe um certo desconforto interno desde que Themistocles  ficou fora da chapa majoritária. Nos bastidores, a leitura é direta: não tem rompimento nenhum vindo aí. O que há,  é um recado. E recado com endereço certo. O movimento seria uma forma de pressionar por mais espaço e, principalmente, reforçar a campanha do filho, o deputado federal Marco Aurélio, que ainda enfrenta um cenário eleitoral delicado. Ainda segundo essa ala mais crítica, Temístocles estaria jogando para dentro de casa, priorizando o núcleo familiar  o que, na avaliação de alguns, tem desgastado sua força política ao longo do tempo. No fim das contas, o vídeo não anuncia ruptura, mas deixa claro: na política, até quando está tudo “calmo”, sempre tem movimento acontecendo por baixo.