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Brasil

Nas ruas, brasileiros gritam palavras de ordem em apoio à Bolsonaro

Ato em Teresina acontece às 16h deste domingo na Ponte Estaiada

Redação Encarando

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Durante todo o dia deste domingo (26), acontecem vários atos em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Os atos iniciaram nesta manhã em cidades como São Luís (MA), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF), e em mais 7 estados brasileiros.

A pauta das manifestações é diversa, mas, entre outros pontos, é a favor: da Nova Previdência; manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro; o pacote anticrime, também capitaneado pelo ex-juiz da Lava Jato; a votação nominal da MP nº 870, da reforma administrativa do governo federal; e a operação Lava Toga.

Em Teresina-PI, o ato será realizado na Ponte Estaiada, zona Leste de Teresina, por volta das 16h. Políticos do partido PROS (Partido Republicano da Ordem Social), como o major Diego, já confirmaram em suas redes sociais a participação na manifestação.

Veja onde está acontecendo o ato no Brasil

Rio de Janeiro

No Rio, o ato seconcentrouna Avenida Atlântica, na orla de Copacabana. Manifestantes usavam, principalmente, roupas com cores verde e amarelo e carregavam bandeiras do Brasil. Vários carros de som se concentraram em dois pontos: na altura do Posto 5 e em frente à Rua Xavier da Silveira.

Distrito Federal

Em Brasília, por volta das 9h, parte do grupo se concentrava no Museu da República, na região central da capital. Outra parte foi para o gramado do Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar do DF, às 10h30 cerca de 2 mil pessoas estavam na Esplanada. Às 11h20, a corporação já falava em 10 mil manifestantes.

São Paulo

No interior de São Paulo, manifestantesde Campinas encheram o Largo do Rosário, na região central. A organização estimou 5 mil participantes, enquanto a PM calculou 3 mil. Em Sorocaba, o ato ocorreu em frente à Prefeitura da cidade. Em São Carlos, os manifestantes se reuniram na praça do Mercadão. Segundo a organização do evento, por volta das 10h30 cerca de 500 pessoas participavam do ato. Já a Polícia Militar calculou cerca de 300. Em Bauru, às 10h20, aproximadamente 100 carros e 30 motos estavam agrupados em carreata, segundo os manifestantes. Todo o trajeto era acompanhado pelo helicóptero da Polícia Militar. Em São José do Rio Preto, os manifestantes se reuniram em frente ao Mercado Municipal, no centro da cidade. Segundo os organizadores, 1500 pessoas participaram do ato. Segundo a PM, que acompanha a manifestação, 1 mil pessoas participaram. Em Mogi das Cruzes, o grupo começou a se reunir às 10h na Avenida Cívica. Os manifestantes se revezam em discurso no microfone com palavras de apoio a Bolsonaro e às medidas do governo. De acordo com a Polícia Militar eram cerca de 200 pessoas. Segundo a organização, o número de participantes variava entre 250 e 300 pessoas. Em Piracicaba, manifestantes se reuniram no Centro. Havia um carro de som, vários cartazes e camisetas nas cores da bandeira do Brasil. Às 11h35, organizadores e Polícia Militar estimavam adesão de pelo menos 2,3 mil pessoas. Na região central de Ribeirão Preto, a Polícia Militar estimou uma adesão de 6 mil pessoas ao movimento e os organizadores, de 7 mil manifestantes. A dispersão ocorreu por volta das 11h45. No Vale do Paraíba, moradores de Jacareíse reuniram por volta das 10h30 na Praça Charles Gates. Segundo a organização do evento, cerca de 450 pessoas participam do ato. A Polícia Militar contabilizou cerca de 100.

Bahia

Em Salvador, o ato teve início por volta das 10h no Farol da Barra, e o grupo começou a se dispersar às 11h40. Os manifestantes cantaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem, com pedidos de “avança, Brasil”. A organização e a Polícia Militar não divulgaram estimativa de público.

Também houve ato em Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros da capital baiana, e em Itabuna, no sul do estado, onde cerca de 500 pessoas foram ao ato.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, a concentração do protesto começou por volta das 10h, na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital. Os manifestantes se vestiram, em grande parte, de verde e amarelo.

Em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro, cerca de 400 pessoas participavam do ato no fim da manhã, segundo organizadores. A Polícia Militar não fez estimativa.

Também houve protestos em Ipatinga, Timóteo e Governador Valadares, no Leste de Minas. Os atos foram pacíficos.

Pará

Em Belém, manifestantes caminhavam pela Avenida Presidente Vargas. Eles carregavam bandeiras do Brasil e faixas em defesa de Bolsonaro e com críticas ao Congresso. A coordenação do evento afirmou que, ao final do ato, às 12h, cerca de 50 mil pessoas participavam. A Polícia Militar estima que às 10h55 o ato tenha reunido cerca de três mil pessoas.

Maranhão

Em São Luís, manifestantes se reuniram na Avenida Litorânea. O hino nacional foi executado, e bandeiras do Brasil se espalhavam pela via.

Pernambuco

Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, por volta das 9h20 os manifestantes se concentravam em frente ao Polo Cultural (antiga Estação Ferroviária), no Centro.

Alagoas

Em Alagoas, manifestantes percorrem a orla de Maceió. O grupo se concentrou às 9h30 na Praça Vera Arruda vestido de verde e amarelo. O ato seguia pacífico e, segundo a organização, às 12h, cerca de 20 mil pessoas estavam na manifestação. A Polícia Militar não acompanhava o protesto.

Mato Grosso

Em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, às 11h cerca de 300 pessoas protestavam, segundo os organizadores. A Polícia Militar informou que não vai divulgar números.

Paraná

Em Foz do Iguaçu, região Oeste do Paraná, manifestantes começaram a se reunir por volta das 9h na Praça do Mitre vestidos com roupa verde e amarelo. No ato, foram usados dois caminhões que eram utilizados pelo Exército na década de 70 e agora pertencem a um colecionador. Por volta das 11h, cerca de 1 mil pessoas estavam concentradas na praça, ainda conforme a organização.

Acre

No Acre, moradores do município de Cruzeiro do Sul começaram a se concentrar no Centro da cidade por volta das 8h. Com bandeiras do Brasil e do Acre, além de camisetas com fotos do presidente, os manifestantes ouviram o hino nacional e falavam palavras de ordem em apoio ao presidente. Ao menos 30 pessoas participam do ato, segundo a organização. A Polícia Militar não acompanha a manifestação.

Santa Catarina

No Vale do Itajaí, ao menos 70 pessoas se reuniram em frente à Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, em Gaspar.

Com informações do G1

Saúde

Estudo mostra efeitos da covid-19 na placenta e reflexos nos fetos

Laurivânia Fernandes

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Imagem: TV Brasil

Estudo feito por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPPPP) constatou que a covid-19 pode afetar a placenta de gestantes, com reflexos nos fetos. Entre esses reflexos estão o nascimento prematuro e até mesmo a morte intrauterina do bebê.

A pesquisa foi desenvolvida no Hospital de Clínicas e no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, com consentimento das pacientes e aprovação do Comitê de Ética das instituições.

A principal conclusão do estudo foi que na grande maioria das pacientes com forma assintomática ou leve da doença, que não precisaram de internação, o vírus não teve qualquer efeito para o bebê. “Não encontramos efeito nem a longo prazo e nem imediatamente com a mãe que está em casa, já no finalzinho da gestação, que está com covid e foi para o hospital ganhar o bebê. A gente não encontrou nenhum evento adverso”, disse a professora Lucia de Noronha, da Escola de Medicina da PUCPR, uma das coordenadoras do estudo.

Praticamente todas as mães que que foram hospitalizadas com uma forma moderada ou grave de covid-19 tiveram eventos adversos, seja um parto prematuramente induzido, porque o bem-estar fetal estava comprometido, seja a perda do bebê. “Foi o evento mais raro, mas aconteceu nas formas moderadas e graves que necessitaram de hospitalização. As formas leves não tiveram problemas, o que é uma excelente notícia, porque significa que a imensa maioria das mães vai ter seus bebês normalmente”, afirmou Lúcia.

Ela chamou a atenção para o fato de que todas as mulheres com formas moderadas e graves da doença tinham comorbidades, como obesidade, diabetes e hipertensão. “Mas os bebês não morreram por causa da comorbidade e sim por causa da covid. As mães tiveram forma grave porque tinham comorbidades”, disse. Entre as mulheres assintomáticas ou com casos leves da covid-19 nem todas tinham comorbidades.

Foco 

O foco do trabalho era observar o efeito sobre a placenta das mulheres grávidas. Os pesquisadores encontraram alterações na placenta, decorrentes da doença vascular da covid-19. “A covid é uma doença vascular e a placenta é o pulmão do bebê. É por onde o bebê respira e recebe nutrientes, por meio dos vasos da mãe. Se a covid-19 afeta os vasos da mãe, o bebê passa a não receber nutrientes nem oxigênio. O bebê entra em hipófise fetal”, explicou a professora. Nesse momento, segundo ela, o médico tem de tirá-lo da barriga da mãe, para salvar a vida dele. É o parto prematuro induzido.

Os pesquisadores buscaram entender como a placenta, estando no meio, entre o bebê e a mãe, era afetada pela covid-19. “É a forma grave da doença que faz essa lesão vascular importante. E essa lesão vascular é no corpo todo da mãe, incluindo a placenta, que é a comunicação da mãe com o bebê. E os vasos têm de estar saudáveis”, acrescentou Lúcia.

Nova etapa

Na etapa preliminar do trabalho, foram estudadas 40 pacientes, sendo 20 com covid-19 e 20 sem a doença, na mesma época, com as mesmas comorbidades, para entender o que era comorbidade e o que era covid-19. Essas mulheres já estavam grávidas quando a pandemia foi declarada no Brasil. Agora, em uma segunda fase da pesquisa, serão estudadas 60 pacientes afetadas pela doença e 60 que têm teste negativo. Diferentemente das pacientes da primeira etapa do trabalho, essas  engravidaram durante a pandemia. 

As novas pacientes serão acompanhadas pelos pesquisadores em todos os momentos da gestação e da doença. Elas incluem mulheres com e sem comorbidades. Os cientistas pretendem estudar de maneira mais profunda também as formas mais leves da doença, para ver se a conclusão de que não não há consequência nenhuma para o bebê está correta.

Lúcia de Noronha adiantou que a ideia é acompanhar ainda o desenvolvimento do bebê, no período de puericultura, para ver se vai crescer da mesma forma que outras crianças. “Ao que tudo indica, não tem problema nenhum nas formas leves. A gente quer olhar minuciosamente para tudo isso”, disse a pesquisadora.

O estudo Association between Covid-19 pregnant women symptoms severity and placental morphologic features foi publicado no periódico Frontiers in Immunology, revista científica que é referência em imunologia.

Fonte: Agência Brasil

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Justiça

Juíza condena Vale a pagar R$ 1 milhão por cada trabalhador morto em Brumadinho

Laurivânia Fernandes

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MPF e outros órgãos querem que Vale pague R$ 55 bi por Brumadinho - Foto: Reprodução

A juíza titular da 5ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho de Betim (MG), Viviane Célia Ferreira Ramos Correa, condenou a mineradora Vale a pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais por cada trabalhador morto no rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

A indenização, que abrange os trabalhadores diretos da mineradora vitimados pelo acidente, será destinada aos espólios e herdeiros. O derramamento de rejeitos de minério em 25 de janeiro de 2019 causou a morte de 270 pessoas, das quais 137 seriam funcionários diretos da mineradora, segundo os autores do processo, num total de R$ 137 milhões.

Na ação impetrada, o Sindicato Metabase Brumadinho alegou que os pagamentos de indenizações, até então, eram destinados a reparar o dano moral sofrido pelos familiares das vítimas, como pais, filhos, esposas e irmãos. Na decisão desta quarta-feira, 9, a condenação mira o dano moral sofrido pela própria vítima fatal, por ter sua vida abreviada.

Segundo Maximiliano Garcez e Luciano Pereira, advogados do sindicato, a sentença traz justiça aos trabalhadores mortos. “Foram cruelmente abandonados pela Vale, que destinou R$ 37 bilhões até mesmo para obras viárias em Belo Horizonte, e nenhum centavo para indenizar o terrível sofrimento dos trabalhadores falecidos, que morreram em condições atrozes e que tiveram décadas de vida abreviadas”, disse Garcez.

Garcez explicou que decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) criaram jurisprudência para que o direito à indenização por danos morais seja transmitido com o falecimento do titular, possuindo os “herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação indenizatória”.

No processo, a Vale requereu, no mérito, a improcedência da ação. A mineradora alegou, entre outros pontos, a ilegitimidade do sindicato como autor ao representar trabalhadores já falecidos, além de questionar o cabimento de “ação civil pública ou coletiva em face de direitos individuais heterogêneos”.

Procurada na noite desta quarta-feira, a Vale não se manifestou imediatamente.

Em fevereiro deste ano, a Vale e o governo de Minas Gerais assinaram o acordo bilionário para reparação dos danos provocados pela tragédia de Brumadinho. Foram quatro meses de negociações, resultando no termo com o valor de mais de R$ 37 bilhões. Foi o maior acordo realizado na história do Brasil, segundo o executivo estadual de Minas Gerais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil

Embaixada dos Estados Unidos no Brasil alerta cidadãos a não viajarem para Manaus

Laurivânia Fernandes

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Foto: Reprodução

Após os registros de ataques feitos por grupos criminosos em Manaus, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil alertou em redes sociais que americanos não viagem para a cidade. A capital do Amazonas e outras cidades do estado registram uma série de ataques violentosentre a madrugada de domingo (6) e a manhã de terça-feira (8).

Na publicação, o perfil oficial da embaixada alerta aos cidadãos norte-americanos que evitem viajar para Manaus até que a situação dos ataques que ocorreram na cidade seja normalizada. 

“Cidadãos americanos devem evitar viagens não essenciais para Manaus até que a condições de segurança melhorem, especialmente viagens via transportes públicos. Grupos criminosos organizados da cidade têm violentamente atacado delegacias de polícia, ônibus, e outras áreas públicas”, diz a publicação. 

Em outra publicação, o perfil da embaixada informa que a agência consular dos Estados Unidos em Manaus suspendeu atendimentos ao público até a sexta-feira (11). Eles alertam ainda os moradores a continuar a monitorar as novas informações sobre a situação na cidade.

Onda de ataques em Manaus

Manaus viveu uma onda de violência entre o fim da noite de domingo (6) e a madrugada desta segunda-feira (7). Ao menos 35 pessoas foram presas. Além de Manaus, seis cidades do interior do Amazonas também registraram ataques. 

Nesta terça-feira, depois de dois dias de serviço suspenso ou realizado de formal parcial, a frota do transporte coletivo de Manaus voltou a operar com 100% dos veículos. A vacinação para o público adulto de 53 anos também foi retomada.

Fonte: G1

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