O julgamento do assassinado do jornalista Donizetti Adalto, que aconteceria nesta segunda-feira (25/10), foi adiado. A informação foi repassada pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).
Conforme nota divulgada, um dos réus alegou que estava sem advogado de defesa, por esse motivo, o julgamento foi remarcado para sexta-feira (29/10). A justiça ainda determinou que o acusado deve indicar seu defensor até à 23h59 de hoje.
"Julgamento adiado para sexta-feira (29/10). O réu alegou que estava sem advogado para sua defesa. Ele tem até às 23h59 de hoje para indicar seu advogado", diz a nota.
Os acusados do crime são o ex-vereador e professor universitário Djalma Filho, Fabrício de Jesus Costa Lima (motorista); João Evangelista de Meneses, conhecido como 'Pezão' (policial civil); Ricardo Luís Alvez de Sousa (policial civil) e Sérgio Ricardo do Nascimento Silva.
O julgamento ocorre após 23 anos após o crime.
Relembre o caso
O jornalista Donizetti Adalto foi espancado e morto no dia 19 de setembro de 1998. O crime ocorreu na Avenida Marechal Castelo Branco, no bairro Primavera, em Teresina.
No momento do crime, o ex-vereador, Djalma Filho, apontado como mandante do crime, estava no carro com Donizetti. Ele teria conduzido o veículo com a vítima no banco do passageiro e teria dado ordem para que Sérgio Ricardo do Nascimento Silva, seguisse o carro. Ele (Sérgio) estava em uma Kombi usada em campanha política.
Conforme consta no processo, a Kombi interceptou o veículo onde estava Donizetti e um homem, que seria João Evangelista de Meneses, o 'Pezão', desceu e efetuou os disparos contra o jornalista, que morreu no local.
Na época, Donizetti era candidato a deputado federal pelo PPS.