Um drama da vida real que mais parece capítulo de novela. Pacientes que fazem tratamentos oncológicos no Hospital São Marcos, estão há cerca de três meses sofrendo para dar continuidade a terapia, desde de que a Prefeitura de Teresina rompeu contrato com o hospital, em fevereiro de 2021. Em contrapartida, devido à falta de recursos, o Hospital teve que diminuir em 40% o atendimento para esse público, em novembro do mesmo ano.
Francelina Ramos é paciente e foi diagnóstica com câncer de mama há cerca de 3 meses, e desde então luta diariamente para conseguir atendimento via SUS no Hospital São Marcos. De acordo com a paciente, a situação é desesperadora, visto que os nódulos estão crescendo.
“Me falaram que a gente tem que aguardar e que eu poderia ser chamada logo, porém só são 10 pessoas por dia liberadas. Eu preciso com urgência porque meu quadro está avançado e o nódulo está grande, eu sinto muitas dores nas mamas que estão inflamadas e até sangrar meu seio está sangrando”, relatou, bastante emocionada, Francelina Ramos.
Outro homem e paciente, que não que identificar, fala do medo que a doença se espalhe pelo corpo enquanto aguarda atendimento. “Há o risco que dessa metástase que pode aparecer um tumor maligno em qualquer parte do meu corpo. E já entramos em 2022 e até agora estou esperando para fazer essa radioterapia”, descreveu, em desespero, outro paciente.
Pela primeira vez, Prefeitura de Teresina deixa de repassar recursos
Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, o acordo foi inviabilizado porque o hospital apresentou uma proposta de aumento de repasse mensal no valor de R$ 2 milhões.
Por outro lado, o Hospital São Marcos argumenta que o valor solicitado em planilha e apresentado junto a Prefeitura, diz respeito a prejuízos com a inflação e que a quantia recebida do Ministério da Saúde, com base na tabela do SUS, não seriam mais o suficiente para cobrir os gastos e por esta razão precisaria de complementação de quantia com a Prefeitura.
Atualmente, o Hospital São Marcos atende 100% dos casos de câncer infanto-juvenil e 98% dos pacientes acima de 18 anos em tratamento de câncer pelo SUS no Piauí. Vale ressaltar, que essa é a primeira vez que paciente são afetados pela falta de acordo com o município.
(Fonte: Com informações Bom Dia Piauí)