Fiscalização no IML de Teresina flagra estrutura precária e condições insalubres aos funcionários

Representantes do Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi), e dos sindicatos e associações da Polícia Civil e Perícia Criminal do Piauí encontraram diversas irregularidades na sede do Instituto Médico Legal (IML) de Teresina, localizado na Zona Sul, durante uma fiscalização realizada nesta quinta-feira (30).

Os sindicalistas constataram que os profissionais do instituto são submetidos a trabalhar sem as mínimas condições de saúde, higiene e segurança previstas em lei.

Diante das denúncias, o delegado geral de Polícia Civil, Lucy Keyko Paraíba, afirmou que a fiscalização foi realizada com motivação eleitoral, e que as condições do IML têm sido melhoradas nos últimos meses.

"Essa é uma pauta salarial. essa questão de estrutura é um pano de fundo para tentar negociar com o governo nas vésperas de uma eleição, em detrimento de todos os demais servidores do estado", declarou Lucy Keyko.

O delegado geral afirmou ainda que o IML não tem falhas estruturais, e que se a fiscalização encontrou irregularidades, teriam sido falhas humanas. "Mas não se justifica. Se houve falha humana, vamos verificar com a direção do IML", disse.

Durante a vistoria foram encontradas geladeiras quebradas, corpos em estado avançado de decomposição fora da câmara de conservação, estando expostos sem nenhum tipo de acondicionamento

Os corpos estariam envoltos em plásticos, pois não há geladeiras suficientes no local. Segundo os sindicatos, a falta de acondicionamento resulta em prejuízos para investigações criminais no estado.

Além disso, a sede do IML apresenta condições estruturais precárias como janelas quebradas, banheiros que servem de depósitos e laboratórios inadequados. O ar-condicionado do local de repouso dos profissionais não está funcionando e as camas foram encontradas sem colchões.