Motoristas e cobradores de ônibus paralisam atividades em Teresina

Após reunião na sede da Prefeitura de Teresina com o  secretário de Governo André Lopes, motoristas e cobradores do transporte público decidiram suspender a paralisação nesta quinta-feira (22) e os ônibus voltaram a circular a partir das 10h.

Segundo o Antônio Cardoso, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), não houve acordo e outras paralisações e protestos estão previstos para acontecer ao longo desta semana.

Motoristas e cobradores de ônibus paralisam atividades em Teresina

Trabalhadores do transporte público de Teresina paralisaram as atividades e realizam um protesto na manhã desta quinta-feira (22) em frente ao prédio da Prefeitura e nos principais pontos de ônibus do Centro da cidade.

Convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), motoristas e cobradores reivindicam o pagamento da segunda quinzena dos salários e segunda parcela do 13º dos trabalhadores que ainda não receberam a quantia.

Toda a frota está parada e mais de 20 ônibus estão estacionados em frente à sede da Prefeitura. Um deles exibe uma faixa com a frase “Quem transporta vidas merece respeito e salário digno”. Os protestos também se concentram nos conjuntos de paradas das praças Bandeira, Rio Branco e Saraiva.

“Disseram que não vão pagar a nossa quinzena porque não receberam subsídios do município de Teresina e estamos cobrando apenas isso porque precisamos desse rendimento para honrar com as nossas obrigações. Falaram que vão pagar a quinzena em janeiro e nós precisamos para este mês. Eles pagaram também apenas para alguns trabalhadores o 13º, é muita gente ainda não recebeu e por isso estamos cobrando”, falou.

No início da semana, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) comunicou que aguardava um repasse da prefeitura para realizar o pagamento da segunda parcela do 13º. A primeira parcela do benefício, de acordo com o órgão, foi paga com recursos de um repasse do Governo Federal. Os trabalhadores disseram que ainda não há previsão para o fim do protesto.