PEC do voto impresso é rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição 135/19, conhecida como PEC do voto impresso.

Foram 229 votos favoráveis, 218 contrários e uma abstenção. Como a matéria não obteve os 308 votos necessários para ser votada em segundo turno, a PEC foi arquivada.

O texto original da PEC, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Em discurso a favor da PEC, a autora reclamou que o rumo do debate foi “completamente desvirtuado”.

A Câmara começou, no início da noite desta terça-feira (10/8), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso.

Sob a autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), a matéria é a principal bandeira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem usado o tema para ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defensor das urnas eletrônicas.

A proposta já foi derrotada em comissão especial, mas o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), decidiu levar o texto para análise do plenário.

Bolsonaro alega que há fraude no sistema eletrônico de votação. No entanto, instado pela STF a apresentar provas, o presidente não conseguiu comprovar as irregularidades. Isso fez com que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, incluísse o chefe do Executivo federal entre os investigados no inquérito que apura divulgação de notícias falsas e ataques ao STF. O processo corre em sigilo na Corte.

Fonte: Metrópoles