Durma com um barulho desse: líder de Silvio pode sair da órbita do Karnak

Segundo informações recebidas pela Coluna,  vereadores do PT defendem o nome de Leônidas Júnior, do PSB, para assumir a liderança do prefeito Silvio Mendes na Câmara. Nos bastidores, ele é apontado como próximo de Washington Bonfim e do Palácio de Karnak. A articulação traz uma pergunta: quem vai escolher o porta-voz do prefeito eleito para derrotar o PT? Os petistas já participaram da eleição de Bruno Vilarinho, atual líder de Silvio, para a presidência da Câmara. Bruno venceu por unanimidade, com os 29 votos, nesta terça-feira (13). Agora, conforme essas informações, integrantes do PT querem influenciar também a escolha do substituto na liderança. Se Silvio aceitar essa indicação, dará ao grupo ligado ao governo estadual espaço justamente na articulação política de sua gestão. Para quem esperava distância do Karnak, a movimentação lembra a aproximação que marcou a administração de Dr. Pessoa. Mudou o prefeito, mas a música pode acabar sendo a mesma. Durma com um barulho desse!


ATO DO PT REÚNE PÚBLICO EM TERESINA, MAS TERCEIRIZADOS DENUNCIAM “LIVRE E ESPONTÂNEA PRESSÃO”. 

O PT reuniu um bom público na terça-feira (13), em Teresina, durante o ato em apoio ao presidente Lula. A mobilização teve concentração no Parque da Cidadania e caminhada pela Avenida Frei Serafim. Mas, segundo relatos recebidos pela Coluna Silas Freire, nem todos os participantes teriam comparecido por vontade própria. De acordo com as informações encaminhadas à coluna, funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços ao Governo do Piauí teriam sido pressionados por coordenadores a participar da manifestação. Os relatos apontam ainda atrasos salariais e o receio de perder o emprego caso não atendessem à convocação. Segundo os trabalhadores, também teriam sido mencionados riscos à renovação dos contratos das empresas com o governo, prevista para janeiro. As informações, até o momento, são denúncias recebidas pela coluna e precisam ser apuradas. Entre os participantes, há trabalhadores que apoiam espontaneamente Lula e sua agenda política. A denúncia, porém, é que outros teriam ido às ruas por medo de comprometer a própria fonte de renda. Se confirmada, a prática levanta uma questão que vai além da disputa política: a participação em manifestações deve ser uma escolha livre, sem ameaças relacionadas ao emprego. O Governo do Piauí e as empresas mencionadas nos relatos devem esclarecer se houve qualquer orientação ou pressão para que funcionários terceirizados comparecessem ao ato. Enquanto isso, trabalhadores que afirmam estar com salários atrasados esperam uma resposta sobre quando receberão pelo serviço prestado.

ENZO SAMUEL ENSAIA DESPEDIDA DA CÂMARA COM APENAS A SEGUNDA SUPLÊNCIA NA MÃO

O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel, já sinaliza que não pretende disputar novamente uma vaga no Legislativo municipal em 2028. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13), mesmo sem ter conquistado uma cadeira de deputado estadual e ocupando a segunda suplência da federação PT/PV/PCdoB. A decisão chama atenção pelo momento político. Enzo ainda tem mandato de vereador, mas sua chegada à Assembleia Legislativa não está garantida. A segunda suplência não assegura uma cadeira, que dependeria de eventuais mudanças na composição parlamentar. Uma possível ascensão pode passar pelas articulações do governador Rafael Fonteles e por futuras movimentações na Assembleia. Até lá, porém, qualquer mudança depende de fatores que estão além do controle direto do presidente da Câmara. Ao antecipar que não pretende voltar à disputa municipal, Enzo sinaliza uma mudança de rota antes de ter assegurado o próximo destino político. Por enquanto, tem a segunda suplência, enquanto a cadeira na Assembleia permanece no campo das possibilidades.

JOEL ASSUME SECRETARIA, MAS PRECISA DE ESPAÇO PARA NÃO FICAR ENGESSADO. 

Joel Rodrigues toma posse nesta quarta-feira, 14, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Teresina. Silvio Mendes apresentou como missões recuperar o Banco Popular, ampliar o microcrédito, investir na irrigação dos campos agrícolas e organizar o polo industrial. São iniciativas necessárias, mas a capital precisa de uma agenda mais ampla de atração de negócios e geração de empregos. Na avaliação da Coluna Silas Freire, Joel tem competência, experiência administrativa e visão para contribuir muito mais. O tamanho da sua entrega, porém, dependerá da autonomia, dos recursos e da abertura que encontrar dentro da Prefeitura. Desenvolvimento econômico exige liberdade para propor, negociar e tirar projetos do papel. Silvio precisa dar espaço ao novo secretário. Se Joel ficar limitado a executar uma pauta estreita, poderá acabar engessado numa pasta que deveria abrir caminhos para Teresina. Convidar um gestor experiente é um passo; permitir que ele trabalhe e desenvolva suas ideias é o que fará diferença.

EMENDAS NEGOCIADAS E APOIOS PERDIDOS: O PIPOCO NA CAMPANHA DE VINÍCIUS DIAS. 

Ainda repercute dentro do grupo de Wellington Dias o episódio das emendas que teriam sido negociadas por integrantes da própria campanha de Vinícius Dias com lideranças do interior. Segundo fontes da Coluna, essas lideranças alegavam que, tendo negociado os recursos, não tinham obrigação eleitoral com o candidato. Na avaliação que circula no grupo, a atuação desses intermediários custou o mandato de Vinícius. A estimativa de bastidores é de pelo menos cinco mil votos perdidos nessa articulação. O pipoco teria partido de dentro da própria campanha. Conforme as informações encaminhadas à coluna, a família Dias já identificou os envolvidos. Rejane Dias teria conduzido a reação e o afastamento deles do grupo político. A negociação das emendas e sua repercussão eleitoral ainda precisam de esclarecimento público.

LULA TEM 53% DE REJEIÇÃO, CONTRA 42% DE FLÁVIO, APONTA GERP. 

Lula enfrenta uma barreira pesada no segundo turno: 53% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, segundo pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13). Flávio Bolsonaro registra 42% de rejeição, uma diferença de 11 pontos percentuais. Politicamente, o número pesa contra o petista. Com mais da metade dos entrevistados descartando seu nome, Lula tem o desafio de romper essa resistência para ampliar sua votação. Flávio também enfrenta rejeição expressiva, mas encontra uma barreira menor nesse levantamento. A pesquisa ouviu 2.400 eleitores por telefone nos dias 8, 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95,55%. Financiado pelo próprio instituto, o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07877/2026.