Vereador aciona MP sobre carreta do Piauí em atuação no Maranhão .

A situação envolvendo uma carreta de saúde identificada com a marca do Governo do Piauí, realizando atendimentos no município de Matões (MA), abre um precedente que precisa ser analisado com cautela pelas autoridades. O vereador Daniel Marques decidiu levar o caso aos Ministérios Públicos do Maranhão e do Piauí, buscando esclarecimentos sobre a atuação da estrutura em território maranhense. E o ponto central é claro: qual foi o fundamento legal para que um equipamento público de um estado estivesse operando em outro? De um lado, o deputado estadual Catulé Júnior e seu aliado político Gabriel Tenório apontam que a ação teria relação com emendas parlamentares. Há ainda a menção ao apoio do deputado federal Rubens Pereira Júnior. Por outro lado, o questionamento permanece: sendo uma ação vinculada ao Maranhão, por que utilizar uma carreta pertencente ao estado do Piauí? Houve convênio formal? Cooperação técnica? Ou algum tipo de cessão institucional devidamente registrada? Mais do que uma denúncia direta, o caso levanta uma linha de raciocínio que precisa ser esclarecida. Quando estruturas públicas cruzam fronteiras estaduais, é necessário que tudo esteja respaldado por instrumentos legais claros, garantindo transparência e legalidade. A iniciativa do vereador Daniel Marques, nesse contexto, se apresenta como um movimento legítimo de fiscalização. Cabe agora aos órgãos competentes analisarem os fatos e esclarecerem se houve apenas uma ação integrada entre estados ou algo que ultrapasse os limites administrativos. O episódio, por si só, não traz conclusões precipitadas, mas abre espaço para um debate necessário: até onde vai a cooperação entre estados e onde começa a obrigação de dar explicações à sociedade.

Nem cacique sabe: origem indígena de Wellington Dias vira motivo de curiosidade nos bastidores da Política. 

 

Uma declaração curiosa movimentou os bastidores da política piauiense e acabou ganhando tom de humor entre a classe. Nem mesmo o cacique Henrique Manoel, ligado à pauta indígena no estado, soube apontar qual seria a etnia do senador Wellington Dias. A fala ocorreu durante entrevista ao portal GP1, quando o repórter questionou diretamente sobre a origem indígena do parlamentar, associada à região de Oeiras. Em resposta, o cacique afirmou, em tom descontraído, tratar-se de uma “etnia solitária”, destacando que, até o momento, não há outro semelhante. A declaração repercutiu rapidamente nos corredores políticos, mais pelo tom bem-humorado do que pelo conteúdo em si. Ainda assim, reforça uma percepção recorrente: Wellington Dias segue sendo uma figura difícil de decifrar no cenário político. Se nem a própria origem é facilmente definida, seu comportamento político continua sendo uma incógnita para aliados e adversários.

Adesões à oposição saem do próprio PT e expõem divisão interna no partido. 

 

Um movimento político tem chamado atenção nos bastidores do Piauí e revela um cenário, no mínimo, incomum: lideranças que deixam a base governista para aderir à oposição não estão migrando de partidos aliados, mas sim do próprio Partido dos Trabalhadores. O caso mais recente vem de Piracuruca, onde uma das alas mais fortes do PT local, liderada pelo ex-prefeito Assis Mãozinha, declarou apoio ao pré-candidato da oposição, Joel Rodrigues. O movimento reforça um padrão que já vinha sendo observado. Na semana passada, em Paulistana, o tesoureiro municipal do PT também divulgou um vídeo em que, vestindo a camisa do partido, afirmou voto em Joel Rodrigues, em gesto simbólico e politicamente relevante. Os episódios, somados, deixam uma leitura mais clara no meio político: as adesões à oposição não partem de fora da base, mas de dentro do próprio partido do governo. Mais do que fatos isolados, os movimentos demonstram divisão interna na sigla e indicam um ambiente de insatisfação que nasce no próprio núcleo partidário. Nos bastidores, a avaliação é de que o desgaste não está apenas na relação com aliados, mas dentro da própria estrutura do PT, o que pode influenciar diretamente o cenário político nos próximos meses.

Show de Alok no Piauí deve custar quase R$ 2,5 milhões. 

Um dos eventos mais comentados da agenda recente no Piauí, o show do DJ Alok, deve custar muito mais aos cofres públicos do que se imaginava inicialmente. Levantamentos obtidos pela coluna apontam que toda a estrutura do evento, somada à apresentação artística, está orçada em cerca de R$ 1,8 milhão. No entanto, o valor total cresce de forma significativa quando se inclui a estratégia de divulgação. Os custos com mídia e comunicação ultrapassam os R$ 400 mil. Estão incluídos nesse pacote transmissões em TVs abertas, TVs web e cobertura de portais, todos mobilizados para promover o evento em larga escala. O volume de investimento tem divido  opiniões  e, segundo percepções correntes, a maioria da população se mostra contrária ao gasto. A leitura que circula é de que o evento ganhou proporções além do habitual . O show envolve diretamente o governo comandado por Rafael Fonteles, conhecido por ser fã número 1 do artista. 

Justiça barra pesquisas no Piauí e aponta indução de eleitores por falta de alternância nos questionários. 

A Justiça Eleitoral decidiu suspender a divulgação de pesquisas realizadas pelos institutos  Censo e Datamax, atendendo a pedido da Federação União Progressista. Os levantamentos haviam sido encomendados por portais patrocinados pelo governo do Estado, como o 180 Graus e o Conecta Piauí. O principal ponto destacado pela decisão foi a forma como os questionários estavam sendo apresentados aos eleitores. Segundo entendimento da Justiça, não havia alternância na ordem dos nomes, o que pode induzir respostas. Nos cenários para o governo do Estado, por exemplo, o nome do governador Rafael Fonteles aparecia sempre em primeiro lugar na pesquisa estimulada. Já candidatos da oposição surgiam em posições posteriores, sem variação na ordem. Situação semelhante foi identificada nas simulações para o Senado Federal. O deputado Júlio César também aparecia de forma recorrente como o primeiro nome apresentado aos entrevistados. Para a Justiça Eleitoral, esse padrão compromete a neutralidade da pesquisa, podendo levar  e até ter levado  à indução do eleitorado, justamente pela ausência de alternância na apresentação dos nomes. A decisão reforça o entendimento de que critérios técnicos na elaboração de pesquisas são fundamentais para garantir equilíbrio na disputa e evitar influência indevida sobre a escolha do eleitor.

Oposição e situação se unem por revitalização do centro de Teresina em projeto de mais de R$ 25 milhões. 

Um movimento raro  e simbólico  na política do Piauí marcou o anúncio de um novo projeto para o centro de Teresina. Lideranças da base governista e da oposição deixaram as diferenças de lado para viabilizar um investimento conjunto superior a R$ 25 milhões voltado à revitalização do coração da capital. O projeto, apresentado na Prefeitura, reúne recursos de diferentes frentes. O senador Marcelo Castro, da base governista, destina cerca de R$ 10 milhões em emendas. Já o senador Ciro Nogueira, ligado à oposição, contribui com aproximadamente R$ 15 milhões. A iniciativa conta ainda com recursos próprios da Prefeitura, sob gestão do prefeito Silvio Mendes, além da doação do prédio da antiga COMEP pelo Governo do Estado. A proposta prevê a criação de uma extensão do Shopping da Cidade, com o objetivo de realocar cerca de 400 camelôs que hoje atuam no centro, como parte de um plano mais amplo de reorganização e revitalização da região. Nos bastidores, o entendimento é de que o projeto simboliza uma união de esforços que ultrapassa disputas partidárias e ideológicas. Quando  diferentes forças políticas caminham juntas, quem ganha é a cidade. A população, há anos cobra melhorias e um novo olhar para o centro de Teresina, buscando resgatar sua vitalidade econômica e urbana.

Flávio Bolsonaro cresce, vira no 2º turno e aparece à frente de Lula, aponta Futura Inteligência. 

 

A mais recente pesquisa da Futura Inteligência, divulgada em abril de 2026, mostra uma disputa cada vez mais acirrada pela Presidência da República. No levantamento de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 39,8% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro já alcança 37,3%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. O cenário mais impactante surge na simulação de segundo turno. Nela, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 48,0%, contra 42,6% de Lula. A diferença indica uma virada no confronto direto e reforça o crescimento do senador como principal nome da oposição. Outros nomes testados, como Ronaldo Caiado (4,8%) e Romeu Zema (2,9%), aparecem mais distantes no primeiro turno, consolidando a tendência de polarização entre Lula e Flávio. A leitura do momento é de que Flávio Bolsonaro ganha força eleitoral e encurta caminho rumo a uma disputa direta, na qual já desponta com vantagem numérica, indicando mudança no equilíbrio político para 2026.