Prefeitura de Cocal Gasta R$ 1,45 Milhão em Shows Após Decretar Calamidade Pública.

A recente confirmação das atrações do Festejo do Povo de Cocal tem causado forte repercussão e críticas nas redes sociais. Segundo publicação da folhaexpressa, o prefeito Cristiano Britto anunciou que o DJ Alok, reconhecido mundialmente no cenário da música eletrônica, será a atração principal do evento. O custo? R$ 800 mil, pagos com recursos públicos.

Outro nome confirmado é o do cantor Natanzinho Lima, cuja apresentação custará mais R$ 650 mil. Apenas com essas duas atrações, a prefeitura comprometerá R$ 1,45 milhão dos cofres municipais — e a programação musical ainda não está fechada, o que indica que novos contratos milionários poderão ser anunciados nos próximos dias.

Contradições e questionamentos

O que chama atenção  e causa indignação  é que o município decretou, há poucos meses, estado de calamidade pública. Na ocasião, a administração municipal alegou sérias dificuldades financeiras e estruturais, pedindo apoio emergencial aos governos estadual e federal.

Como, então, explicar que uma prefeitura que até pouco tempo alegava não ter recursos para manter serviços básicos, agora disponha de milhões para custear artistas de renome nacional e internacional?

Dinheiro público e prioridades

A decisão reacende o debate sobre a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. A população de Cocal merece eventos culturais, mas também espera compromisso com saúde, educação, infraestrutura e serviços essenciais  especialmente diante de um cenário de calamidade declarado oficialmente.

A contratação de atrações artísticas de alto custo, enquanto ainda se enfrentam desafios financeiros, pode representar não apenas um desequilíbrio nas prioridades da gestão, como também um desrespeito à realidade vivida por muitos moradores.

Transparência e fiscalização

Diante do caso, espera-se que órgãos de controle, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas, analisem os contratos e a legalidade dos gastos. A população também pode e deve exercer seu papel fiscalizador, cobrando explicações da gestão municipal e exigindo maior transparência.