Moradores da comunidade Camurupim, localizada na zona rural de Luís Correia, no litoral do Piauí, enfrentam uma crise hídrica há meses. Segundo relatos à TV Clube, a localidade está sem abastecimento regular de água há quatro meses, dependendo exclusivamente de caminhões-pipa para suprir as necessidades básicas. No entanto, os moradores enfrentam outro desafio: a água disponível nos poços artesianos da região é salgada e imprópria para consumo humano.
“O único lugar que temos é a cisterna, que está seca porque vazou. O depósito é só esse, e só recebe água quando o caminhão-pipa vem, mas isso nem acontece, pois faz uma semana que ele não aparece, disse a moradora .
Além da escassez de água potável, a comunidade enfrenta dificuldades para perfurar novos poços devido à proximidade com um braço da maré, o que torna os lençóis freáticos salgados e inviabiliza o consumo.()
Cobrança pelo uso de água de poços artesianos
Em meio a essa crise, uma nova medida do Governo do Estado do Piauí tem gerado controvérsia. A Resolução CERH nº 02/2025, publicada no Diário Oficial em 15 de maio, institui a cobrança pelo uso de água de poços artesianos, incluindo aqueles perfurados com recursos próprios em propriedades privadas.