Pela primeira vez em sua história recente, a cidade de Floriano precisou recorrer a caminhões-pipa para amenizar a crise no abastecimento de água. Após dias seguidos sem fornecimento regular em diversos bairros, moradores, organizados pelo coletivo Frida, realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Águas do Piauí, concessionária responsável pelo serviço.
Nos últimos dias, moradores relataram ficar até quatro dias sem água nas torneiras. No bairro Manguinha, por exemplo, a população contabilizou mais de 30 horas seguidas de desabastecimento. Reclamações semelhantes se multiplicaram em diferentes regiões, muitas vezes sem aviso prévio da empresa.
Durante o protesto, considerado tímido pela baixa adesão, os manifestantes exigiram providências e criticaram a falta de transparência da concessionária. Eles também responsabilizaram o governo estadual pela crise, lembrando que, após a venda da antiga Agespisa, a gestão do sistema passou para a Águas do Piauí.
Medidas emergenciais
Em alguns bairros, o abastecimento tem sido feito de forma paliativa por meio de carros-pipa — recurso inédito em Floriano —, mas moradores denunciam que a medida não atende de forma igualitária toda a população.
Problema recorrente
As queixas contra a concessionária são constantes. Em plataformas como o Reclame Aqui, consumidores relatam que a cidade enfrenta interrupções frequentes que chegam a ocorrer duas ou três vezes por mês com longos períodos sem fornecimento e muitas vezes sem aviso prévio.
O que diz a concessionária
Até o fechamento desta matéria, a Águas do Piauí não havia se posicionado oficialmente sobre a nova crise no abastecimento em Floriano.