Sem acordo: Entenda a situação da greve dos motoristas e cobradores em Teresina

Os motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina deflagraram uma greve que já dura três dias na Capital. A categoria reivindica reajuste salarial de 8,5% e o aumento e manutenção da frota de ônibus.

Atualmente, o salário de motorista equivale a R$ 1.876,00 e ticket de alimentação de R$ 562,00, o cobrador recebe salário de R$ 1.149 e ticket de alimentação de R$ 247,00.

Diante da greve, a Strans, cadastrou cerca de 110 veículos para atender a população durante o movimento. No entanto, o número é suficiente para suprir a demanda da capital, e os usuário vêm enfrentado até 2 horas para conseguir pegar um ônibus.

Retrospectiva

A decisão para a realização da greve foi aprovada por unanimidade durante uma assembleia realizada na sede do Sindicado dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários (Sintetro), no dia 29 de janeiro.

Segunda-feira (04) – As atividades no setor do transporte público de Teresina parou, e a frota foi reduzida em 30%.

Terça-feira (05) – A classe se reuniu com empresários no Tribunal Regional do Trabalho, no entanto, não houve acordo entre as partes e os motoristas e cobradores decidiram continuar a greve.

Quarta-feira (06) –  Os ônibus chegaram a parar 100%, pois de acordo com o Sintetro, o salario da categoria, referente ao mês de janeiro, estava atrasado. A orientação foi para que os trabalhadores só voltassem a rodar com os 30% da frota quando o valor fosse pago.

Segundo o presidente do Sindicato Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários (Sintetro), Fernando Feijão, a questão do reajuste salarial de aproximadamente 8,5%, é o que mais tem pesado na negociação.

“Não querem nos atender, aí fica complicado. Ficam jogando para cima da prefeitura e do jeito que está não dá. Tudo o que queremos é que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, nós já travamos uma luta diária rodando nesses ônibus, que em sua maioria, apresentam defeitos, arriscando a vida, além dos constantes assaltos, só estamos cobrando um reajuste salarial justo e digno para cada um. Quando chegamos ao tribunal, eles tinham apresentado uma proposta que parecia ser interessante, mas mudaram tudo e a negociação não seguiu a diante. Reduzimos nosso percentual de 8,5% para 5%, mas eles só querem pagar 4 %”, afirmou.

Essa é uma das greves mais longas da capital, e até o momento, não houve nenhuma mudança no cenário das negociações.