A situação no Conselho Tutelar de Esperantina ganhou contornos de crise institucional nesta quarta-feira (04). Em um relato contundente ao apresentador Silas Freire, os conselheiros recém-exonerados detalharam o que chamam de "política de retaliação" por parte da administração da Prefeita Ivanária Sampaio.
Condições Inóspitas
Uma das denúncias mais graves refere-se à estrutura de trabalho. "Estamos sem água potável desde agosto de 2025. Tentamos resolver de forma pacífica com a gestão, mas o confronto parece ter sido a única resposta deles", afirmou a conselheira durante a entrevista. Além da falta de água, os servidores relataram dificuldades para obter motoristas para as diligências, tendo que passar pelo crivo direto de secretários com laços familiares com a prefeita.
Conflito Jurídico
O caso também levanta uma discussão legal. Os conselheiros mencionaram uma alteração na lei municipal, datada de abril de 2023, que impõe restrições severas aos membros do conselho. Segundo o conselheiro, a norma local tenta se sobrepor à Constituição Federal, afetando o direito de manifestação e a estabilidade da função.
O Outro Lado
Até o momento, a Prefeitura de Esperantina não emitiu nota oficial justificando os critérios técnicos para as exonerações. O espaço segue aberto para manifestações.
Karytha Leal