Justiça pune atuação política de Gracinha e poupa quem foi beneficiado.

A multa aplicada pela Justiça Eleitoral à deputada estadual Gracinha Mão Santa , por conta da campanha de 2024 em Parnaíba, passa uma mensagem clara: acabou-se punindo quem trabalhou politicamente. Gracinha fez o que se espera de uma liderança , esteve presente, participou, pediu voto, colocou sua imagem na rua. Ou seja, teve protagonismo. E é justamente isso que virou motivo de punição. O curioso,  e aí está o ponto,   é que quem foi beneficiado diretamente por esse apoio, o hoje prefeito Francisco Emanuel , segue sem qualquer consequência. Na prática, pune-se quem atuou e se absolve quem usufruiu. A decisão até reconhece que não houve gravidade suficiente para mexer em mandato ou direitos políticos. Ainda assim, fica a sensação de desequilíbrio: o peso caiu de um lado só. 



Justiça cassa prefeito do PT em Castelo do Piauí e reforça modus operandi do partido. 

A Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito José Soares de Abreu Júnior, do Partido dos Trabalhadores, e da vice Anna Soares Belé, no município de Castelo do Piauí. A decisão, assinada pelo juiz Raniere Santos Sucupira, reconhece abuso de poder político e econômico, uso da máquina pública em favor da campanha e captação irregular de votos. É mais um caso que vai se somando e, na avaliação de críticos, vai confirmando um modus operandi já conhecido: o uso da caneta, da estrutura pública e do poder econômico para tentar garantir resultado eleitoral. Quando a Justiça Eleitoral aponta esse conjunto de irregularidades, não se trata de detalhe  é a própria lisura da eleição sendo comprometida. Castelo do Piauí entra, agora, nesse cenário em que o resultado das urnas acaba sendo decidido, de fato, nos tribunais.

MP-PI investiga possível colúio envolvendo Jurema, Soma e Solução EIRELI em contratos no Piauí. 

O Ministério Público do Estado do Piauí instaurou inquérito civil público para apurar um possível colúio e direcionamento licitatório envolvendo as empresas Jurema LTDA, Soma e Solução EIRELI em contratos firmados com órgãos do Governo do Estado. A investigação alcança contratações junto ao Instituto de Desenvolvimento do Piauí, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí e à Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí. O procedimento foi instaurado com base em informações e denúncia do jornalista José Ribas Netto, que apontou indícios de favorecimento nas licitações. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado do Piauí também indicam que as empresas investigadas concentraram um volume expressivo de contratos públicos, especialmente junto ao DER-PI e ao IDEPI. Segundo os elementos iniciais que embasam a apuração, o Ministério Público avança na linha de investigação sobre a existência de um possível colúio com influência externa, que teria atuado de forma articulada nos processos licitatórios. O MP-PI segue analisando os elementos reunidos para verificar se houve, de fato, combinação entre empresas ou interferência indevida nos certames, o que pode configurar irregularidades e eventual favorecimento em contratos públicos.

Com aluguéis de cerca de R$ 20 mil por unidade, escritórios do Piauí espalhados pelo mundo custam uma fortuna por mês sem mostrar resultado. 


A política de manter escritórios internacionais da Agência de Atração de Investimentos Estratégicos do Piauí (Investe Piauí) tem gerado críticas pelo alto custo e pela falta de retorno prático. Um dos casos mais emblemáticos está em Cambridge, em plena Kendall Square, uma das áreas mais valorizadas e estratégicas do mundo quando o assunto é inovação e tecnologia. Lá, o Governo do Estado paga quase R$ 20 mil por mês apenas de aluguel. O problema é que esse não é um caso isolado. Há escritórios semelhantes em outros países, como no Japão e em diferentes regiões do exterior. Somados, esses contratos podem chegar a cerca de R$ 300 mil mensais em despesas com aluguel. E o que esses escritórios trouxeram até agora? Segundo críticas que circulam, absolutamente nada. Nem investidores, nem empresas, nem anúncios concretos. No linguajar mais direto: não apareceu nem um vendedor de bombom. A proposta era transformar esses espaços em pontes para atrair investimentos e gerar desenvolvimento para o Piauí. Mas, até aqui, o que pesa é a conta  alta e a ausência de resultados. Diante disso, cresce o questionamento: com cerca de R$ 300 mil por mês, quantas casas populares poderiam ser construídas? Quantos pequenos empreendedores poderiam receber apoio? Quantas ações diretas poderiam impactar a vida da população?Sem transparência clara sobre metas e resultados, a iniciativa passa a ser vista como um gasto elevado com retorno inexistente, levantando dúvidas sobre a real efetividade dessa estratégia internacional.

Desnecessário: guerra entre PRF e Polícia Civil nas redes só enfraquece a segurança pública. 


É completamente desnecessária a guerra que vem sendo travada nas redes sociais envolvendo setores da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil. Tudo começou após declarações do ex-superintendente da PRF, Fabrício Loyola, em entrevista à Silas TV, quando fez críticas à espetacularização midiática de operações policiais. Sem atacar ninguém diretamente, ele apenas deixou claro seu estilo de atuação. Foi o suficiente. A partir daí, iniciou-se uma reação nas redes, puxada por aliados e próximos de delegados da Polícia Civil, atingindo também o pré-candidato a deputado federal Charles Pessoa. O que se enxerga, na prática, é que a reação tem muito mais relação com o cenário político especialmente com o lançamento da pré-candidatura de Loyola do que com o conteúdo das declarações. Um debate que poderia ser produtivo, de ideias e visões sobre segurança pública, acabou descambando para ataques pessoais e disputa de narrativa. Resultado: quem perde é a sociedade. São dois nomes conhecidos, com serviços prestados e reconhecimento. Divergir faz parte. Ter estilos diferentes também. O que não cabe é transformar isso em confronto público, com tentativa de desgaste e destruição de imagem. Quando a política entra desse jeito, ela não ajuda  ela atrapalha. E nesse caso, cria um embate totalmente desnecessário entre dois quadros importantes da segurança pública. Principalmente quando uma polêmica como essa é atiçada por oportunistas de plantão  não vale a pena dar crédito, muito menos se deixar levar por tentativa de incendiar dois grandes profissionais como esses.

PSDB convida Ciro Gomes para disputa presidencial em 2026 e tenta construir “terceira via”. 


O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, formalizou o convite ao ex-governador Ciro Gomes para que seja o candidato da sigla à Presidência da República nas eleições de 2026. A articulação foi apresentada durante reunião com dirigentes tucanos na Câmara dos Deputados. Segundo Aécio, o partido busca consolidar uma alternativa política capaz de romper a polarização entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo do bolsonarismo. A escolha por Ciro, de acordo com o dirigente, se dá por considerar o ex-governador um nome com alcance nacional e capacidade de dialogar além das fronteiras do Ceará. Recém-chegado ao partido, Ciro Gomes afirmou ter recebido o convite com “honra e surpresa”. O ex-ministro, que já disputou a Presidência em quatro ocasiões, declarou que a proposta ainda será analisada junto a aliados antes de qualquer decisão definitiva. Ele ressaltou que o cenário político atual o estimula a considerar a candidatura, embora seu foco inicial estivesse voltado à construção de um projeto político regional. A direção do PSDB destacou ainda que trabalha na elaboração de um programa estruturado para o país, apostando na experiência administrativa de Ciro como um dos pilares de uma eventual candidatura competitiva em 2026.

Prefeito de São João da Serra é acusado de esconder máquinas públicas. 


O prefeito João Manu, de São João da Serra (PI), é alvo de denúncias por supostamente esconder máquinas do DNOCS que deveriam atender a população. Os equipamentos estariam sendo retidos enquanto comunidades carecem de serviços básicos. Um áudio atribuído ao gestor, que circula em grupos de WhatsApp, indica possível uso político dos bens públicos, favorecendo eleitores alinhados. Diante da gravidade, o caso deve ser apurado pelo Ministério Público Federal.