Quebra de sigilo revela transferências de R$ 721 mil de Lula para o filho entre 2022 e 2023

Dados obtidos por meio de quebra de sigilo bancário revelam que, entre os anos de 2022 e 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou três transferências que somam R$ 721,2 mil para a conta de seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As informações, divulgadas originalmente pelo portal Metrópoles, detalham o fluxo de recursos em contas mantidas no Banco do Brasil.

Cronologia dos Repasses

A primeira movimentação ocorreu em 22 de julho de 2022, meses antes da eleição presidencial. Lula transferiu R$ 384 mil de uma agência em São Bernardo do Campo (SP) para o filho. No momento do crédito, o saldo da conta de Lulinha era de pouco mais de R$ 12 mil.

No mesmo dia, a conta do empresário recebeu outro aporte significativo: R$ 152.488,39 enviados por Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo e atual diretor do Instituto Lula. O registro bancário identificou a operação como "Depósito cheque BB liquidado".

Já no final de 2023, após Lula assumir a presidência, novos repasses foram registrados no dia 27 de dezembro:

• Uma transferência de R$ 244,8 mil;

• Outra transferência de R$ 92,4 mil.

Destino dos Recursos e Investimentos

Os documentos mostram que os valores recebidos foram rapidamente direcionados para aplicações financeiras. Logo após o primeiro repasse em 2022, Lulinha investiu R$ 386 mil no fundo BB Renda Fixa Longo Prazo High.

Em 2023, após os novos depósitos do pai, cerca de R$ 299,2 mil foram destinados a fundos como o BB Referenciado DI Plus Estilo. Curiosamente, os registros apontam um débito de quase R$ 180 mil na conta, classificado como "taxa de custódia", o que chegou a deixar o saldo momentaneamente negativo.

Movimentação Milionária e Herança

A quebra de sigilo abrange um período mais amplo e indica que a conta de Fábio Luís movimentou aproximadamente R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025.

Questionados sobre o volume financeiro e a natureza dos repasses, aliados do empresário afirmaram ao jornalista Igor Gadelha que parte expressiva desses valores tem origem em processos de herança. O espólio da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que faleceu em 2017, tem sido citado em contextos anteriores como justificativa para a divisão de bens e valores entre os herdeiros da família Silva.