Saída de Fábio Abreu do PSD pode redesenhar chapa federal; Marco Aurélio também deve deixar o partido.

A já confirmada saída do deputado federal Fábio Abreu do Partido Social Democrático (PSD) e a anunciada desfiliação de Marco Aurélio ( PSD)  devem provocar um novo rearranjo na base governista no Piauí. Juntos, os dois parlamentares somam mais de 150 mil votos e são apontados como reforços importantes para o Republicanos, legenda presidida no estado por Jardyel  da Jupi. A movimentação teria como objetivo a formação de uma chapa federal competitiva dentro da coligação alinhada ao Governo do Estado. Nos bastidores, a avaliação é que Marco Aurélio ( PSD)  busca garantir viabilidade eleitoral diante da estratégia de cruzamento entre PSD e Movimento Democratico Brasileiro (MDB), que pode reduzir seu espaço na disputa. No Republicanos, ele tentaria a segunda vaga, enquanto a primeira, segundo lideranças da base, tende a ser ocupada por Jardyel  da Jupi , que já comanda o partido no Piauí. A possível ida dos dois deputados à nova sigla fortalece a tese de que o Republicanos pode conquistar até duas cadeiras na Câmara Federal, caso a engenharia eleitoral se confirme. Resta saber qual será o papel do vice-governador Temístocles Filho nesse rearranjo. Após perder força na disputa interna para composição majoritária, ele vai bancar a reorganização e comprar essa briga dentro do grupo governista? A resposta deve influenciar diretamente o desenho final das chapas em 2026. 

Para onde foram as tilápias?

A apreensão de 1,5 tonelada de tilápia feita pela Polícia Rodoviária Federal, em Piripiri, trouxe uma informação clara: havia irregularidade no transporte e risco de contaminação. O que não ficou claro é o destino da carga. Os peixes não tiveram contaminação confirmada. Então, foram descartados? Incinerados? Doados?Nem a PRF nem a Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (SADA), comandada por Fábio Abreu, informaram oficialmente para onde foram as 1,5 tonelada de pescado. Em tempos de tanta necessidade, a sociedade quer apenas uma resposta objetiva: para onde foram essas tilápias?

Enquanto trocam farpas, ponte improvisada expõe abandono entre Piripiri e Boa Hora. 

Enquanto a prefeita de Jove Oliveira e o deputado estadual Marden Menezes protagonizam embates nas redes sociais com acusações sobre realização de festividades, entrega de obras e responsabilidades administrativas  a população enfrenta um problema muito mais concreto: a precariedade de uma ponte na divisa entre Piripiri e Boa Hora. Há pelo menos uma década, moradores aguardam uma solução definitiva para a travessia. Durante o período chuvoso, a situação se agrava: condutores se arriscam para atravessar e a própria comunidade improvisa passagens com talos de madeira para garantir o mínimo de mobilidade. Crianças e trabalhadores dividem espaço com veículos em condições inseguras, numa cena que, por si só, silencia qualquer disputa retórica.Enquanto o debate político se intensifica no ambiente virtual, a realidade no interior impõe outro tom: o da urgência. A ausência de uma passagem adequada transforma o direito básico de ir e vir em ato de risco diário. A população, distante das redes e próxima do problema, segue esperando menos discurso e mais obra.

PF mantém suspeitas contra Tatiana apesar de defesa alegar ausência de prova direta. 

A Polícia Federal e a defesa da vereadora Tatiana Medeiros passaram a sustentar leituras distintas sobre o laudo pericial do celular da parlamentar. Os advogados afirmam que as respostas obtidas junto à PF não comprovam compra de votos nem ligação da vereadora com facção criminosa, destacando que não foi identificada ordem expressa para a prática do crime. Com base nisso, pediram a impugnação parcial do laudo. Já a Polícia Federal sustenta que sua análise não se limita à existência de falas diretas. Segundo a corporação, o conjunto de registros encontrados  como transferências via PIX no dia da eleição, comprovantes de votação e planilhas com nomes de eleitores  mantém a linha investigativa por possível captação ilícita de sufrágio.A parlamentar segue em prisão domiciliar e afastada do mandato, enquanto o caso permanece sob análise da Justiça Eleitoral.

Justica  aceita denúncia contra médico José Gonçalves Cordeiro Filho acusado de estuprar os próprios filhos. 

A decisão do Tribunal de Justiça do Piauí de receber a denúncia contra o médico José Gonçalves Cordeiro Filho lança luz sobre um caso que provoca indignação e perplexidade. Segundo o Ministério Público do Piauí, ele é acusado de estupro de vulnerável contra os próprios filhos, que tinham 7 anos à época dos fatos. A Vara de Crimes Contra a Dignidade Sexual e Vulneráveis da Comarca de Teresina entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. O recebimento da denúncia não representa condenação, mas indica que a Justiça considerou haver elementos mínimos para que o médico responda formalmente ao processo. A ação tramita sob segredo de Justiça por envolver menores. A gravidade da acusação  atribuída a um profissional com formação e responsabilidade social  transforma o caso em mais que um processo judicial: torna-se um teste de rigor, transparência e resposta institucional diante de fatos que chocam a sociedade.

Proposta quer limitar gastos com festas em municípios do Piauí. 


Começa a tramitar na Assembleia Legislativa do Piauí um projeto de lei que estabelece teto para a contratação de atrações artísticas com recursos públicos estaduais e municipais. A proposta é de autoria do deputado estadual Ziza Carvalho (PT). Pelo texto apresentado, o valor máximo para contratação de atração individual será de até R$ 250 mil. Já o custo total do evento poderá variar entre R$ 500 mil e R$ 600 mil, a depender do porte do município. Ao defender a matéria, o parlamentar argumenta que a medida busca estabelecer critérios de responsabilidade fiscal, especialmente em cidades de pequeno porte, onde, segundo ele, é comum haver carências em áreas essenciais como saúde e educação. O projeto ainda deve passar pelas comissões técnicas da Casa antes de ir ao plenário. A expectativa é que o tema provoque debate entre gestores municipais, artistas e a população, dividindo opiniões sobre a prioridade dos gastos públicos e o impacto econômico das festividades nas cidades piauienses.