Autoridades de controle estaduais e federais estariam com a gestão da Prefeitura de Picos no radar após denúncias que apontam suposta cobrança irregular em contratos firmados pelo município. De acordo com relatos encaminhados a órgãos de fiscalização, haveria exigência de percentual de até 20% sobre valores pagos a prestadores de serviços que mantêm contratos com a prefeitura. As informações ainda estão em fase preliminar e podem evoluir para procedimentos investigativos nos próximos dias. O prefeito Pablo Santos é citado politicamente no contexto das denúncias. Adversários têm utilizado o apelido “Pablo 20” nos bastidores, em referência ao percentual mencionado nas acusações. Segundo as informações recebidas, o suposto modus operandi envolveria desde contratos de fornecimento de alimentação até obras e serviços diversos executados para o município. Não há, até o momento, confirmação oficial de investigação concluída ou decisão judicial sobre o caso. A reportagem tentou contato com a comunicação da Prefeitura de Picos para obter posicionamento da gestão municipal, mas não conseguiu retorno até o fechamento desta nota. O espaço permanece aberto para manifestação oficial. Caso confirmadas, as denúncias poderão resultar em apurações formais por parte dos órgãos competentes. Até lá, os fatos seguem sob análise das autoridades de controle.
Ciro Nogueira garante ressonância para Parnaíba e amplia contraste com gestão estadual.
O senador Ciro Nogueira destinou, por meio de emenda parlamentar com recursos federais, um moderno aparelho de ressonância magnética para o município de Parnaíba, segunda maior cidade do Piauí. O equipamento é considerado de padrão equivalente ao utilizado em clínicas privadas e hospitais da capital. O movimento repercutiu nos bastidores políticos por ocorrer em meio a críticas à gestão da saúde estadual. Há questionamentos sobre a operacionalização de equipamentos já existentes em hospitais regionais, como o Tibério Nunes, em Floriano, além de unidades em cidades como São Raimundo Nonato. Enquanto o governo estadual, liderado por Rafael Fonteles, enfrenta cobranças quanto ao funcionamento pleno de máquinas e contratos de locação via organizações sociais, Ciro avança com a entrega direta de novos equipamentos por meio de recursos federais. Nos bastidores, a leitura é de que o senador tem se notabilizado pela capacidade de captação de verbas para o Estado. No caso específico da ressonância para Parnaíba, aliados afirmam que ele “bateu recorde” em indicações voltadas ao diagnóstico por imagem, fortalecendo sua presença política e ampliando a percepção de competitividade frente aos demais atores estaduais. O episódio reacende o debate sobre gestão, prioridades e eficiência na aplicação dos recursos públicos da saúde no Piauí.
Reconfiguração no PT pode inviabilizar novatos; Evaldo Gomes surge como favorito à reeleição.
A movimentação dos chamados “neopetistas” dentro da base governista começa a revelar seus limites eleitorais. Nos bastidores, a avaliação é de que apenas o experiente Evaldo Gomes reúne condições reais de garantir mandato dentro da coligação petista. Com trajetória consolidada e forte presença na estrutura do Governo do Estado, Evaldo conta com capital político acumulado e musculatura administrativa que o colocam em posição privilegiada. Integrante da base do governador Rafael Fonteles, ele teria recebido respaldo e visibilidade suficientes para pavimentar uma reeleição consistente no seio do partido. Já os também recém-alinhados à órbita petista Breno Macedo e o presidente da Câmara de Teresina, Enzo Samuel, enfrentam cenário mais desafiador. A leitura predominante é de que ambos não dispõem da mesma estrutura política nem da capilaridade administrativa construída por Evaldo dentro do governo estadual. Sem a mesma retaguarda institucional e base orgânica consolidada no partido, suas eleições aparecem, neste momento, como inviabilizadas dentro da coligação petista ao menos no desenho que começa a se consolidar. Nos cálculos internos, se houver uma aposta segura entre os novos alinhados ao PT, o nome que desponta é o de Evaldo Gomes político experiente, de trajetória resiliente e que conhece os caminhos da articulação partidária.
Pesquisa interna aponta desgaste político do prefeito em Parnaíba.
Uma pesquisa interna que circula nos bastidores políticos de Parnaíba tem acendido sinal de alerta no grupo do prefeito Francisco Emanuel. O levantamento, encomendado por um grupo político local e sem registro no TSE, indica elevado índice de rejeição ao gestor. Segundo os dados aos quais a coluna teve acesso, qualquer candidatura apoiada pelo prefeito sofreria impacto negativo na cidade seja para a Câmara Federal, Assembleia Legislativa ou Senado. A associação à sua imagem, de acordo com o estudo, reduziria a densidade eleitoral dos postulantes. Embora não tenha caráter oficial, a pesquisa reforça a percepção de desgaste político no segundo maior colégio eleitoral.
Criar um dia é suficiente para enfrentar a violência digital contra mulheres?
O anúncio do deputado estadual Dr. Marcus Kalume sobre o Projeto de Lei nº 78/2025, que institui o Dia Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos contra as Mulheres no Piauí, traz à tona um debate necessário mas também provoca uma reflexão inevitável. A violência digital contra mulheres não acontece uma vez por ano. Ela é diária. Está nas mensagens insistentes, nas perseguições virtuais, na exposição criminosa, nas ameaças, na difamação. É um fenômeno que deixa marcas profundas, muitas vezes invisíveis, mas devastadoras do ponto de vista psicológico e emocional. Instituir uma data no calendário pode até ter valor simbólico e educativo. No entanto, a pergunta que se impõe é: isso basta? O combate efetivo a esse tipo de crime exige mais do que uma data institucional. Exige estrutura. Exige investimento. Exige a formação de equipes multiprofissionais com psicólogos, assistentes sociais, delegacias especializadas preparadas para lidar com a complexidade da violência virtual, além de canais ágeis de denúncia e acompanhamento das vítimas. Mulheres perseguidas nas redes sociais precisam de acolhimento imediato e permanente não apenas de campanhas pontuais. Precisam de políticas públicas continuadas, capazes de enfrentar o problema na raiz. A proposta pode ser interessante como ponto de partida. Mas, sozinha, corre o risco de se tornar apenas mais um dia oficial enquanto a violência segue acontecendo todos os dias. Alguns projetos precisam ir além do simbolismo e alcançar a profundidade que a realidade exige. O Parlamento tem a responsabilidade de transformar boas intenções em políticas concretas.
Essa é a saúde de referência anunciada?
As imagens falam por si. Paredes marcadas pelo tempo e pela falta de manutenção, equipamentos descascados, mobiliário rasgado, estrutura visivelmente deteriorada. O que se vê nas fotografias é o retrato preocupante do Hospital Regional de Campo Maior. A unidade, que deveria ser símbolo de atendimento digno e estrutura adequada para pacientes e profissionais, apresenta sinais claros de abandono estrutural. Não se trata de um detalhe isolado, mas de um conjunto de problemas que comprometem o ambiente hospitalar e levantam questionamentos sobre as condições reais de funcionamento. O governo do Estado, sob a gestão de Rafael Fonteles, tem anunciado investimentos e fortalecimento da rede de saúde. No entanto, as imagens do Hospital Regional de Campo Maior contrastam com o discurso oficial de “saúde de referência”. Pacientes e profissionais merecem respeito. Estrutura adequada não é luxo é requisito básico para atendimento humanizado e seguro. Hospital não pode conviver com paredes deterioradas, mobiliário danificado e equipamentos em estado precário. As fotografias que acompanham esta matéria não são opinião. São registro. São prova visual de uma realidade que precisa ser enfrentada com transparência, responsabilidade e, sobretudo, ação concreta. Fica o questionamento: é essa a referência que se pretende apresentar?
Prefeitos “pula-pula” inauguram temporada de trocas políticas no Piauí.
Começou oficialmente, nos bastidores da política piauiense, o campeonato dos prefeitos “pula-pula”. A dança das cadeiras envolvendo apoios a pré-candidatos proporcionais especialmente a deputado federal virou rotina em diversos municípios do estado. O caso mais emblemático é o do prefeito de Jaicós, Weslly Bispo. Em cerca de quatro meses, ele já teria trocado apoio entre três pré-candidatos à Câmara Federal. Começou alinhado a Georgiano Neto, depois anunciou apoio a Wilson Martins e, mais recentemente, firmou parceria com Castro Neto. Um verdadeiro rodízio político. Mas o fenômeno não se restringe a Jaicós. Em várias regiões do Piauí, prefeitos têm revisto alianças com frequência cada vez maior. O motivo é claro nos bastidores: a pressão por recursos. Deputados e pré-candidatos proporcionais são cobrados a garantir emendas, obras e investimentos. Quando os recursos não chegam no ritmo esperado, o apoio muda às vezes mais rápido do que troca de camisa em final de campeonato. A lógica tem sido pragmática: mandato municipal sob pressão financeira, cobranças locais crescentes e disputa acirrada por espaços eleitorais. Nesse cenário, fidelidade política virou artigo raro. O apoio dura enquanto há expectativa de entrega. Sem resultado concreto, a aliança se dissolve. , por ora, lidera o ranking informal do “pula-pula”. Mas, pelo andar da carruagem, a temporada promete novos recordes no interior piauiense.
Silas Freire