Não está nada bem entre Wellington Dias e Rafael Fonteles.

Não está nada bem a relação entre Wellington Dias e Rafael Fontelles. Nos bastidores da política piauiense, essa já não é mais uma suspeita é uma constatação. Apesar das tentativas da cúpula do Partido dos Trabalhadores de minimizar o conflito, tratando-o como “debate interno natural”, a realidade aponta para um ambiente de tensão crescente e recados cada vez menos sutis. Wellington Dias tem sido direto: se o partido não lhe garantir espaço na chapa majoritária  sobretudo a vaga ao Senado  e se a vice-governadoria for destinada a outra legenda, ele pode bater chapa nas convenções e disputar o Governo do Estado. Prego batido, ponta virada. Do outro lado, Rafael Fonteles não abre mão da reeleição. Mais do que isso, já admite nos bastidores a possibilidade de deixar o PT. Emissários ligados ao Palácio de Karnak por meio do secretário Washington Bandeira  teriam iniciado diálogo com a cúpula do Partido Socialista Brasileiro sinalizando uma possível mudança de rota. Paralelamente, o deputado federal Jadyel Alencar  articula, em silêncio, uma eventual filiação do governador ao Republicanos.  O fato é que o PT no Piauí está rachado. E, se não surgirem bombeiros dispostos a apagar o incêndio com diálogo real, humildade política e construção concreta, o partido corre o risco de viver sua maior crise interna em quase três décadas no poder  abrindo, perigosamente, espaço para a oposição. Porque é preciso repetir, sem rodeios: não está nada bem entre WD e RF.



Empresário encomenda pesquisa com duelo entre Rafael e Wellington no Piauí e bastidores entram em ebulição. 

Os bastidores da política no Piaui ganharam combustível extra nesta semana. Um empresário do setor da construção civil confidenciou à coluna que encomendou a um instituto de pesquisa um levantamento quantitativo, sem registro no TSE, destinado exclusivamente para consumo interno. Segundo ele, a pesquisa será aplicada no próximo fim de semana, ouvindo mais de mil eleitores em diversos municípios e regiões do estado. O objetivo: testar cenários para a sucessão estadual de 2026 — inclusive hipóteses que hoje são tratadas apenas nos corredores do poder. Entre as simulações solicitadas estariam confrontos diretos entre o governador Rafael Fonteles e o ex-prefeito Joel Rodrigues, num cenário clássico de governo contra oposição. Mas o dado mais explosivo é outro: o empresário teria pedido também uma simulação com dois nomes governistas no mesmo páreo  Rafael Fonteles e o senador Wellington Dias além de Joel Rodrigues, em cenários alternativos. A leitura, nos bastidores, é clara: há quem queira medir o tamanho real da tensão interna e testar a força de cada liderança diante do eleitorado. O empresário prometeu apresentar os números à coluna na próxima quarta-feira, assim que o instituto concluir a tabulação. Até lá, o que não vai faltar é especulação, telefonema atravessado e muita conta sendo feita nos gabinetes. Porque, quando pesquisa começa a circular antes mesmo de ser publicada, é sinal de que o jogo já está em andamento mesmo que oficialmente ninguém admita.


Gessivaldo acena para todos os lados e enfrenta resistência no Progressistas. 

As declarações recentes do deputado estadual Gessivaldo Isaías ao portal OitoMeia repercutiram fortemente nos bastidores da política piauiense e já provocam incômodo dentro do Progressistas. Embora tenha afirmado que, “se fosse se filiar hoje”, iria para o Progressistas, o parlamentar também deixou claro que mantém boa relação e seguirá votando no senador Ciro Nogueira, ao mesmo tempo em que não descarta diálogo político com o governador Rafael Fonteles (PT), com quem diz não ter arestas. A postura foi interpretada por integrantes do Progressistas como uma tentativa de manter portas abertas em todos os campos políticos  uma estratégia que, nos bastidores, tem sido descrita como “acender vela para todo santo”. O ponto de maior tensão é a possibilidade de Gessivaldo ingressar na sigla apenas para disputar a eleição na chapa proporcional, beneficiando-se da estrutura partidária, mas sem compromisso claro com o palanque majoritário. Setores da legenda avaliam que não faria sentido fortalecer a nominata de deputado estadual com alguém que, eventualmente, possa apoiar o governador Rafael Fonteles, enquanto o partido se organiza em campo oposto. Pré-candidatos a deputado estadual do Progressistas já começam a esboçar reação e defendem que qualquer nova filiação venha acompanhada de alinhamento político definido, especialmente quanto ao palanque de governador e senador. Nos bastidores, o recado é direto: o partido não quer servir apenas de abrigo eleitoral. Quer coerência política. O movimento de Gessivaldo, ao tentar transitar entre diferentes polos, pode até ampliar seu leque de diálogo, mas também pode encontrar resistência justamente onde pretende se abrigar.

Candidatura de Carmelita Castro acirra disputa e evidencia racha político em São Raimundo Nonato. 

A pré-candidatura da ex-prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro, à Câmara Federal ganhou contornos ainda mais estratégicos nos bastidores políticos do Sul do Piauí. Esposa do deputado estadual Hélio Isaías, ela entra na disputa em meio a um ambiente de tensão envolvendo o grupo liderado pelo senador Marcelo Castro. A leitura predominante nos bastidores é de que a candidatura de Carmelita tem objetivo político claro: confrontar diretamente a possível candidatura de Castro Neto à Câmara dos Deputados. O pano de fundo da movimentação seria a entrada do ex-prefeito Avelar Ferreira na disputa para deputado estadual, candidatura apontada como patrocinada politicamente por Marcelo Castro. No entendimento do grupo de Hélio Isaías, a presença de Avelar na corrida teria o propósito de dividir a base eleitoral do deputado estadual na região de São Raimundo Nonato. Diante desse cenário, a candidatura de Carmelita Castro surge como reação estratégica, numa demonstração de força e também como movimento para impactar o desempenho eleitoral de Castro Neto no Território Serra da Capivara. A disputa revela fissuras no grupo político alinhado ao Palácio na região, antes considerado coeso. Caso as candidaturas se confirmem, o embate deve transformar o Sul do Estado em um dos principais polos de tensão da eleição proporcional, com reflexos diretos nas alianças estaduais.

IPTU e taxa do lixo inflamam Teresina e deixam contribuinte na bronca com gestão Silvio Mendes. 

 

O aumento do IPTU e a cobrança da nova taxa de lixo têm provocado forte reação popular em Teresina e colocado a gestão do prefeito Silvio Mendes no centro das críticas. Relatos de contribuintes apontam casos em que o valor do IPTU teria quadruplicado, com reajustes que chegam a 300%. A taxa de lixo, que passou a ser cobrada de forma específica, também entrou na conta  e no descontentamento. Do lado técnico, a Prefeitura sustenta que a atualização da planta genérica de valores era necessária. A cidade, segundo os argumentos oficiais, já havia ultrapassado o prazo ideal para uma reavaliação imobiliária, considerando a expansão urbana e a valorização de diversas áreas nos últimos anos. Um estudo contratado em 2023 embasou o recálculo. A explicação é técnica: cada imóvel passou a ter valor venal revisado com base em critérios como localização, metragem e padrão construtivo. Cada caso é um caso. Parte da população, especialmente contribuintes de menor renda, pode até ficar isenta do imposto. Mas outra parte  significativa  vai pagar. E pagar mais. O problema é que, mesmo quando as justificativas são consideradas consistentes do ponto de vista técnico, a linguagem excessivamente tecnocrática não tem sido suficiente para convencer o cidadão comum. No bolso, o impacto fala mais alto. Entre planilhas e decretos, o que ecoa nas ruas é a insatisfação. E, ao que tudo indica, o teresinense ainda não engoliu nem o novo cálculo do IPTU, nem a taxa do lixo.

Lula rejeita nome de Brandão no Maranhão, governador reage e admite palanque com Flávio Bolsonaro em 2026. 

 

O clima esquentou de vez nos bastidores políticos do Maranhão . Interlocutores próximos ao governador Carlos Brandão relatam que o presidente Luiz Inacio Lula da Silva teria descartado apoiar o nome defendido pelo grupo governista para compor o palanque petista no estado em 2026. A decisão caiu como uma bomba no núcleo duro do Palácio dos Leões. O nome articulado por Brandão  seu sobrinho Oleanes  não teria sido bem recebido pelo Planalto. A sinalização de Lula foi interpretada como um “freio” nas pretensões do governador dentro do campo lulista em um dos estados mais alinhados historicamente ao presidente. A reação foi imediata. Nos bastidores, Brandão teria endurecido o discurso e já admite dialogar com outros campos políticos. Entre as possibilidades ventiladas, está a abertura de espaço para o senador Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em eventual palanque no estado em 2026. A movimentação acende um alerta no Nordeste. A postura mais rígida de Lula na definição de palanques também repercute em estados como Ceara e Bahia. No Piaui, onde já há tensão interna entre o senador Wellington Dias e o governador Rafael Fonteles, aliados avaliam que o cenário pode ganhar novos contornos caso o Planalto também intervenha na engenharia eleitoral local. O que era considerado reduto consolidado pode virar território de disputa. E a corrida de 2026, ao que tudo indica, começou antes do previsto.